Integrados da BRR utilizam tecnologia para ter produção mais eficiente

A criação de aves entre produtores integrados da BRF, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, conta com cada vez mais tecnologias que contribuem para o aumento do conforto dos animais, à qualidade do trabalho e eficiência na produção. Em um movimento que pode ser definido como avicultura de precisão, os integrados contam com equipamentos dotados de sensores e sistemas que operam com soluções mais eficientes

É possível, entre outros ganhos, ter melhor controle no fornecimento de água, ração, temperatura, pesagem, coleta de ovos e outros recursos que apenas com a ação e monitoramento humano são complexos de se obter. Ao automatizar controles de temperatura, qualidade do ar, umidade e cortinados, por exemplo, os avicultores evitam ainda o stress nas aves, melhorando a alimentação e também a conversão de ração em proteína

O diretor de Agropecuária da BRF, Guilherme Brandt, ressalta que a BRF está empenhada na busca constante por inovações que permitam avanços contínuos na qualidade, bem-estar animal e produtividade. “Estas iniciativas contemplam automações que substituem o trabalho braçal e recorrente, facilitam as rotinas e agregam valor ao produtor e ao negócio. A adoção de tecnologias no campo é realidade para muitos produtores integrados e contempla soluções que vão do acompanhamento remoto da produção com indicadores e sensores a sistemas que auxiliam na previsibilidade de resultados e entregas”, explica o executivo

Em Marau (RS), por exemplo, Gilmar Chimento conta que o serviço manual exigia que a família se revezasse manhã, tarde e noite para alimentar os aquecedores com lenha nos períodos mais frios. Desde que passou a investir na modernização, além de família ter mais tempo para descanso e para gerenciar a propriedade, o bem-estar das aves atingiu um novo patamar com a constância da temperatura, sempre no ponto ideal para cada fase dos animais. No verão, diz Chimento, o maior trabalho era com a movimentação das cortinas internas para refrescar os aviános – nem sempre uma tarefa simples e eficiente

“Agora, um sistema monitora e regula sozinho a temperatura. Trocamos antigos ventiladores, que mandavam apenas ar quente para dentro, por exaustores e painéis evaporativos que fazem uma corrente de vento dentro do galpão. Quando esquenta demais os painéis são automaticamente molhados com água, gerando ar frio que é puxado pelos exaustores”, conta Chimento, que adotou também painéis solares para reduzir a conta de energia e, em cinco anos, zerar esse custo

No interior do Paraná, em Francisco Beltrão, Claudemir Verardo administra três aviários e está implantando mais dois, com previsão de inicio da operação em agosto deste ano. Assim como os aviários atuais, os novos já começam operando com um sistema de desarme das cortinas para que, em caso de falta de energia, a proteção caia automaticamente, permitindo a entrada de ar imediatamente no local. “Para o aquecimento, temos apenas de abastecer os silos com pellets uma vez ao dia. O restante é o equipamento que faz, mantendo temperatura constante. Para a alimentação, quando o volume baixa até determinando ponto, mais ração é puxada automaticamente para o comedouro. O sistema trava novamente quando recebe a quantidade certa, indicada pelo sensor, explica Verardo

Em Videira (SC), Edson Marin produz, em média, 212 mil frangos a cada período de 42 dias, em quatro aviários de 16 metros por 150 metros. Ele acompanha constantemente monitores de controle que apontam diferentes indicadores do manejo com precisão. “O diferencial é que isto nos permite realizar os ajustes necessários rapidamente. Podemos acompanhar como a ave se expressa e avaliar situações com dados e ter sempre a visão que pode melhorar algo e os resultados”, explica Marin

 

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