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Quedas geram mais de 7,3 mil atendimentos do SAMU em Santa Catarina em cinco meses

Quedas geram mais de 7,3 mil atendimentos do SAMU em Santa Catarina em cinco meses
(foto: Roberto Zacarias/Secom SC)

As ocorrências relacionadas a quedas resultaram em 7.325 atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Santa Catarina entre janeiro e maio de 2026. Diante dos números, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça orientações de prevenção à população, especialmente em alusão ao Dia Mundial de Prevenção de Quedas, lembrado em 24 de junho.

A Grande Florianópolis lidera o número de ocorrências no período, com 1.658 atendimentos. Na sequência aparecem as regiões Sul, com 1.410 registros, e Foz do Rio Itajaí, com 1.350. O Vale do Itajaí contabilizou 756 ocorrências, seguido pelo Extremo Oeste (695), Meio-Oeste (633), Norte/Nordeste (628) e Serra Catarinense (195).

Segundo o superintendente de Urgência e Emergência da SES, Marcos Fonseca, a maioria das quedas ocorre dentro de casa e está relacionada ao envelhecimento da população ou a limitações de mobilidade.

“Residências com idosos ou pessoas com mobilidade reduzida precisam de adaptações simples, como retirada de tapetes, instalação de corrimãos e barras de apoio, adequação da altura dos móveis e boa iluminação. Uma queda da própria altura pode causar lesões neurológicas graves e fraturas importantes”, destaca.

Em todo o ano de 2025, o SAMU registrou 17.703 atendimentos relacionados a quedas em Santa Catarina. Do total, 15.362 ocorrências foram atendidas por Unidades de Suporte Básico (USB), 1.886 por Unidades de Suporte Avançado (USA), 253 por motolâncias e 202 pelo serviço aeromédico.

As quedas podem provocar consequências graves, como fraturas, traumatismos cranianos e hemorragias. Além dos impactos à saúde das vítimas, os acidentes aumentam a demanda por atendimentos de urgência e sobrecarregam os serviços hospitalares.

A coordenadora médica interina da Macrorregião Sul do SAMU, Mariane Ribeiro Cardoso, ressalta que o envelhecimento da população exige atenção redobrada.

“Sem dúvida, o envelhecimento da população é um ponto de atenção, pois o risco e a frequência das quedas são maiores nos extremos de idade”, afirma.

Dados do IBGE mostram que a população catarinense com 60 anos ou mais passou de cerca de 702 mil pessoas em 2012 para aproximadamente 1,25 milhão em 2024, representando 15,6% dos habitantes do estado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 28% dos idosos sofrem pelo menos uma queda por ano.

Entre as principais medidas preventivas estão a prática regular de atividades físicas, acompanhamento médico, uso correto de medicamentos, retirada de tapetes soltos, instalação de barras de apoio e corrimãos, além da manutenção de ambientes bem iluminados.

Já entre os mais jovens, muitas ocorrências estão associadas ao ambiente de trabalho, tornando essencial a utilização adequada de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Em caso de queda, a orientação é não movimentar a vítima, acionar o SAMU pelo telefone 192 e aguardar a chegada da equipe de socorro.