O homem acusado de matar a advogada Karize Ana Fagundes Lemos, de 33 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (10), em Caçador. A sessão começa às 7h30, no Salão do Tribunal do Júri do Fórum da comarca. O julgamento poderá se estender até a madrugada.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2024, na residência onde a vítima e o acusado moravam, em Caçador.
Conforme a acusação, Karize teria sido asfixiada pelo companheiro enquanto se recuperava de uma cirurgia e apresentava condições físicas que teriam dificultado sua capacidade de defesa. Após a morte, o corpo teria sido levado para uma área de mata próxima a Palmas, no Paraná.
Os restos mortais da advogada foram localizados cerca de 40 dias depois, após a investigação analisar dados obtidos de dispositivos eletrônicos apreendidos com o acusado.
Réu responde por homicídio com quatro qualificadoras
O acusado responde por homicídio quadruplamente qualificado. As qualificadoras apontadas são feminicídio, motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele também responde pelo crime de ocultação de cadáver.
Segundo o MPSC, a acusação sustenta que o crime teria ocorrido em um contexto de violência doméstica e que o motivo estaria relacionado a ciúmes. O enforcamento caracteriza, conforme a denúncia, a qualificadora da asfixia.
Como o crime ocorreu em 2024, antes da entrada em vigor da legislação que transformou o feminicídio em crime autônomo, o caso será analisado com base na legislação vigente à época dos fatos.
Como será o julgamento
Durante a sessão, serão ouvidas sete testemunhas e, posteriormente, ocorrerá o interrogatório do réu.
Após a fase de instrução, acusação e defesa apresentarão seus argumentos aos jurados. Na sequência, os integrantes do Conselho de Sentença votarão os quesitos apresentados pela Justiça, que servirão de base para a decisão.
O Ministério Público informou que os promotores responsáveis pelo caso sustentarão a acusação e pedirão a condenação do réu.
Acesso ao Tribunal do Júri
Devido ao espaço limitado do Salão do Tribunal do Júri, a Justiça estabeleceu regras específicas para o acesso à sessão.
Parte dos assentos será reservada aos familiares da vítima e do réu. Para o público em geral, haverá distribuição de senhas conforme a capacidade do local.
A imprensa também terá acesso controlado ao espaço, seguindo as orientações determinadas pela unidade judicial para a cobertura do julgamento.
As medidas têm como objetivo garantir a organização e a segurança da sessão, além de preservar os direitos das partes e dos familiares envolvidos. O processo tramita em segredo de Justiça.


