Volta das aulas presenciais da rede estadual em 2020 será para reforço escolar, segundo governo

O Governo de Santa Catarina finalizou o plano estadual de contingência para a retomada das aulas presenciais na rede pública e privada, do ensino infantil ao médio no território catarinense. Segundo apresentação do documento na manhã desta quarta-feira (9), o retorno em 2020 na rede estadual de educação será destinado para reforço escolar.

As Secretarias de Educação, de Saúde, de Defesa Civil e outras autoridades que participaram da elaboração do plano falaram sobre ele durante pouco mais de uma hora e reforçaram que o retorno gradual será de uma série a cada sete dias, começando pelo 3º ano do ensino médio e por alunos com dificuldades de acompanhar as atividades retomadas.

O número de alunos por sala ainda deve ser definido em conselhos de classe e a retomada presencial das séries abaixo do 6º ano pode não ocorrer neste ano, segundo informou o Estado em coletiva de imprensa logo após a apresentação do plano nesta quarta-feira.

A volta presencial segue prevista para a partir de 13 de outubro no estado em etapas, mas depende das condições sanitárias até lá. Enquanto isso, os alunos seguem fazendo atividades online ou impressas.

A Secretaria de Educação informou que o tipo de avaliação dos alunos foi modificada, mas que a aprendizagem continua sendo avaliada e os estudantes não terão aprovação automática no ano letivo de 2020.

Reforço escolar

O planejamento é que apenas os estudantes que tiveram com dificuldades de aprendizagem durante o ensino remoto voltem às salas de aulas em 2020 na rede estadual. Mas se algum aluno que não se enquadre na necessidade de reforço queira voltar, não será impedido, segundo o secretário da Educação.

Cerca de 3,5 mil alunos da redes estadual que não estão fazendo nenhuma das atividades remotas estabelecidas pela Secretaria de Estado da Educação e sendo procurados pelas escolas na busca ativa deve estar entre os primeiros alunos a serem atendidos presencialmente.

O documento com oito diretrizes está sendo encaminhando aos municípios para ser usado como referência na elaboração também de regras municipais de retorno às salas de aula.

O Estado vai capacitar e treinar os gestores escolares e toda comunidade escolar, especialmente professores, deve ser envolvida no planejamento das diretrizes de cada unidade de ensino, segundo as entidades que integram o comitê de retomada.

“Essa participação de todos os profissionais da educação certamente fará com que a qualidade seja ainda melhor para quando nos retornamos as atividades presenciais. […] Não vamos focar no quando e sim como como será o retorno”, disse o secretário de Educação na apresentação do plano de contingência.

Além da retomada presencial para outubro, o comitê estadual também está preparando um plano de reforço escolar para o ano que vem. Haverá turmas aos alunos do 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio interessados em reforçarem os conteúdos de 2020 no contraturno de 2021.

Ensino infantil

As redes municipais e privadas podem seguir o governo estadual, mas poderão estabelecer o retorno de mais alunos. No entanto, o ensino infantil não poderá voltar porque, para o Estado, as condições sanitárias não são favoráveis.

“Alguns estados decidiram começar pela educação infantil. Respeito isso, é uma questão de gestão. Esse público é menos suscetível ao desenvolvimento grave da doença, mas é mais difícil para cumprir o regramento mínimo”, justificou o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, sobre o retorno das crianças menores.

As aulas foram suspensas em 19 de março e seguem assim pelo menos até 12 de outubro na rede estadual de educação, nas redes municipais e também em escolas privadas. Só na rede estadual, são mais de 500 mil estudantes afetados com a pandemia.

O retorno está condicionado à situação sanitária de Santa Catarina no fim de setembro. Isso porque a retomada será anunciada com ao menos duas semanas de antecedência.

Segundo a Secretaria de Saúde, para a aula voltar, nem a situação de risco moderado por causa da Covid-19 pode está em vigência.

Créditos: Valéria Martins e Júlio Ettore, G1 SC e NSC TV

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