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    Rádio Fraiburgo 95.1

Volta às aulas: a importância da vacinação para crianças e adolescentes

Reprodução: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com o retorno dos estudantes às salas de aula, um ponto essencial a ser observado pelos responsáveis é a atualização da carteira de vacinação. “Toda vez que você tiver um grupo grande de crianças ou de adolescentes convivendo, há um aumento do risco de transmissão de doenças. Então, vacinar significa se proteger daquela doença e também proteger a coletividade”, explica a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai.

O Calendário Vacinal e a Proteção Coletiva

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza 16 vacinas para crianças e adolescentes, que protegem contra mais de 20 doenças. Além disso, há imunizantes contra a dengue, aplicados em regiões de maior risco, e contra a influenza, cuja campanha ocorre anualmente. Algumas vacinas requerem múltiplas doses e reforços para garantir proteção eficaz, tornando essencial a ida regular aos postos de saúde.

Segundo a imunologista Ana Medina, da farmacêutica GSK, o calendário vacinal do Brasil é robusto, mas pode ser confuso para os responsáveis. Por isso, a volta às aulas representa uma excelente oportunidade para revisar a carteira de vacinação.

“No ambiente escolar, por mais seguro que seja, há aglomeração e compartilhamento de objetos, favorecendo a transmissão de doenças infecciosas. Crianças pequenas trocam brinquedos, adolescentes compartilham batons e copos, além dos abraços e beijos típicos do reencontro”, alerta Medina.

Doenças Graves Preveníveis por Vacinas

A diretora da SBIm destaca algumas doenças infecciosas graves que podem ser prevenidas por imunização. “30% dos infectados por meningite pneumocócica morrem e 20% dos que têm meningite meningocócica também. Entre os sobreviventes, um em cada cinco pode ter sequelas graves, como amputação de membros”, alerta Ballalai. O SUS oferece as vacinas Pneumo-10, Meningo C e Meningo ACWY para prevenir essas doenças.

Outro destaque é a coqueluche, infecção respiratória que atingiu níveis alarmantes em 2024. O Brasil registrou mais de 6.700 casos, um aumento de 31 vezes em relação a 2023, com 28 mortes. A vacina Penta protege contra essa e outras doenças, mas é essencial que gestantes recebam o imunizante dTpa para garantir que os bebês já nasçam com anticorpos.

O Papel das Escolas e dos Profissionais da Educação

Crianças e adolescentes são grandes vetores de transmissão de doenças. “A literatura mostra que a primeira onda de casos de influenza na sazonalidade ocorre entre as crianças, e, no ambiente escolar, os surtos são comuns”, destaca Ballalai. Para conter essa propagação, ela recomenda que estudantes doentes fiquem em casa até 24 horas após a remissão dos sintomas.

Além disso, a vacinação dos profissionais das escolas é fundamental para evitar surtos e proteger os alunos. A imunologista Ana Medina reforça que as escolas devem ser aliadas na promoção da saúde, mas ressalta a importância de buscar informações confiáveis. “O site do Ministério da Saúde e da SBIm são fontes seguras sobre vacinas e doenças”.

Por fim, Medina reforça que os responsáveis não devem temer a vacinação, pois todos os imunizantes disponíveis passam por rigorosos testes de segurança. “Os estudos de segurança nunca param. Após o lançamento, há a fase 4, que monitora possíveis efeitos adversos. Em geral, as reações mais comuns são leves, como dor no local da aplicação, e são insignificantes frente à gravidade das doenças que previnem”.

Com um calendário vacinal atualizado, as crianças e adolescentes retornam às aulas mais protegidos, garantindo um ambiente escolar mais seguro para todos.

Com informações Agência Brasil