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Tumulto no funeral de Qassem Soleimani deixa mais de 30 mortos no Irã

Pelo menos 32 pessoas morreram, e cerca de 190 ficaram feridas, em um tumulto registrado nesta terça-feira (7) em Kerman, ao sudeste do Irã, durante o funeral do general Qassem Soleimani. A informação foi confirmada à TV estatal do país pelo chefe do Serviço Nacional de Urgências iraniano, Pir Hossein Koulivand. O centro de Kerman, cidade natal do oficial — que será enterrado à tarde —, foi invadido por uma maré humana semelhante à que varreu no domingo e na segunda-feira Teerã e outras cidades por onde os caixões do general e de seus companheiros de armas passaram. Chefe da Força Al-Quds, uma unidade de elite encarregada das operações externas da Guarda Revolucionária, Soleimani era o arquiteto da estratégia do Irã no Oriente Médio. Ele foi morto em um ataque de drone americano em frente ao aeroporto de Bagdá, no Iraque, na última sexta-feira.

Elevado postumamente ao posto de general de corpo do Exército, patente inutilizada há anos no Irã, o oficial é amplamente considerado em seu país como um herói pela luta travada contra os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria. Aos olhos dos iranianos, isso permitiu que sua nação multiétnica evitasse a desintegração ocorrida no Iraque, na Síria, ou no Afeganistão.

Tensão no Oriente

Desde a morte de Soleimani, a comunidade internacional teme uma nova grande explosão no Oriente Médio. Enquanto os principais líderes civis, religiosos e militares iranianos se revezam para anunciar uma terrível vingança, os pedidos de “desescalada” aumentam em todo mundo.

Nesse clima hipertensivo, após meses de pressão entre Washington e Teerã, em um cenário de escalada militar no Golfo e tensões em torno da questão nuclear iraniana, os Estados Unidos criaram confusão na segunda-feira (6) ao transmitir por engano às autoridades iraquianas uma carta anunciando os preparativos para a retirada de seus soldados do país.

A carta se referia a uma votação realizada no domingo no parlamento do Iraque. Nela, exigia-se do governo que expulsasse as tropas estrangeiras, depois do ataque que matou o general Soleimani. Em entrevista coletiva, o secretário americano da Defesa, Mark Esper, garantiu que “nenhuma decisão foi tomada para deixar o Iraque. Ponto”.

Fonte:NSC

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