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    Rádio Fraiburgo 95.1

Taxa de desemprego sobe para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro

Reprodução: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A taxa de desocupação no Brasil aumentou para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa uma alta em relação aos 6,2% registrados no trimestre anterior (encerrado em outubro de 2024), marcando a segunda elevação consecutiva do indicador.

A taxa de desemprego atingiu seu menor patamar da série histórica (iniciada em 2012) no trimestre encerrado em novembro de 2024, quando ficou em 6,1%. Apesar da alta trimestral, o índice ainda se mantém abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando estava em 7,4%.

Número de desocupados aumenta

A população desocupada chegou a 7,2 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro, o que representa um aumento de 5,3% (ou mais 400 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior. No entanto, na comparação anual, houve uma queda de 13,1% (menos 1,1 milhão de pessoas) no número de desempregados.

Por outro lado, a população ocupada totalizou 103 milhões de pessoas, registrando uma queda de 0,6% (menos 641 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 2,4% (mais 2,4 milhões de pessoas).

Renda média em alta

O rendimento real habitual dos trabalhadores brasileiros teve crescimento no período. O valor médio alcançou R$ 3.343, um aumento de 1,4% no trimestre e de 3,7% no comparativo anual. A massa de rendimento real habitual, que soma os ganhos de todos os trabalhadores, ficou estável no trimestre, mas apresentou alta de 6,2% no ano, atingindo R$ 339,5 bilhões.

Os dados refletem um cenário de ajustes no mercado de trabalho, com aumento da taxa de desocupação no curto prazo, mas uma tendência de melhora na comparação anual. O comportamento da economia nos próximos meses será decisivo para determinar se o desemprego continuará subindo ou se retomará a trajetória de queda registrada em 2024.

Com informações Agência Brasil