Os afogamentos continuam sendo uma das principais causas de mortes acidentais no Brasil. Dados apontam que cerca de 16 brasileiros morrem afogados todos os dias, e aproximadamente 70% desses casos ocorrem em águas naturais, como rios, lagos, represas e cachoeiras. Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros Militar reforça uma série de orientações para reduzir riscos e preservar vidas.
De acordo com a corporação, ambientes naturais apresentam perigos muitas vezes invisíveis, como correntezas, buracos, pedras escorregadias e mudanças repentinas no nível da água. Por isso, a recomendação é evitar entrar em locais sem a presença de guarda-vidas ou supervisão dos Bombeiros, além de redobrar a atenção mesmo em pontos já conhecidos, já que rios e lagos sofrem alterações constantes.
Entre os principais alertas está o cuidado com o limo acumulado em pedras, que pode provocar escorregões e quedas. Outra orientação importante é respeitar o próprio limite: segundo os Bombeiros, “água no umbigo é sinal de perigo”, pois esse é o ponto em que o equilíbrio corporal pode ser comprometido.
A corporação também destaca a importância de nunca nadar sozinho, manter um celular carregado com sinal para chamadas de emergência e evitar saltos de pontes, pedras ou rochedos, prática que pode resultar em colisões e ferimentos graves. O consumo de bebida alcoólica ou a entrada na água logo após refeições são fatores que aumentam significativamente o risco de afogamento e devem ser evitados.
O que fazer em situações de emergência
Em caso de dificuldade dentro da água, a orientação é manter a calma, não lutar contra a correnteza, tentar flutuar e sinalizar por socorro. Já ao presenciar um afogamento, o Corpo de Bombeiros reforça: ligue imediatamente para o 193, lance um objeto flutuante e não tente o resgate se não tiver preparo ou se a situação não for segura, evitando que novas vítimas sejam feitas.
Mesmo pessoas que sabem nadar devem ter cautela, pois um resgate exige grande esforço físico e emocional.
Atenção às bandeiras nas praias
Nas praias e balneários, os Bombeiros recomendam dar preferência a locais com guarda-vidas e observar atentamente a sinalização por bandeiras:
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Verde: baixo risco, local liberado para banho;
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Amarela: risco médio, banho com restrições;
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Vermelha: alto risco, entrada proibida;
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Preta: posto de guarda-vidas desativado;
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Roxa/Lilás: presença de animais nocivos, como águas-vivas.
Piscinas também exigem cuidado
Embora sejam ambientes mais controlados, as piscinas não estão livres de acidentes. É fundamental verificar a profundidade antes de entrar e manter supervisão constante de crianças, que são as principais vítimas de afogamentos nesse tipo de local.
O Corpo de Bombeiros reforça que sempre existe risco e que a prevenção é a principal aliada na redução de acidentes. “Prevenção salva vidas. Faça a sua parte”, orienta a corporação.
Rádio Fraiburgo com informações do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina


