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    Rádio Fraiburgo 95.1

Posso tomar whey protein mesmo sem praticar atividade física?

Ilustração/Viva Bem Uol/iStock

Durante muito tempo, o whey protein foi associado quase exclusivamente ao universo das academias. Extraído do soro do leite, o suplemento ganhou fama por concentrar proteínas de alto valor biológico e todos os aminoácidos essenciais —combinação perfeita para quem busca recuperação muscular, ganho de força e hipertrofia.

O problema, segundo especialistas em nutrição e medicina do esporte, é que o whey passou a ser consumido também por pessoas sedentárias, muitas vezes como um “atalho” para saúde, emagrecimento ou fortalecimento do corpo. E é aí que mora o alerta: proteína sozinha não constrói músculo.

Vale a pena então consumir whey?

O estímulo mecânico do exercício, sobretudo da musculação, é o principal gatilho para que o organismo utilize os aminoácidos do whey na reconstrução e no crescimento muscular. Sem esse estímulo, parte dessa proteína pode simplesmente ser usada como fonte de energia ou até convertida em gordura, dependendo do balanço calórico da dieta.

Isso não significa que o whey seja proibido para quem não treina, mas sim que as expectativas precisam ser ajustadas. Ele não substitui atividade física, nem compensa o sedentarismo.

Mas, mesmo sem treino regular, pessoas saudáveis podem consumir whey protein de forma pontual, desde que haja orientação nutricional. Nesses casos, os benefícios não estão ligados à hipertrofia, mas a outros mecanismos do organismo.

Benefícios possíveis fora da academia

O whey contém aminoácidos como cisteína, glicina e glutamina, que participam da formação da glutationa, um dos antioxidantes mais importantes do corpo humano. A glutationa atua na desintoxicação celular, no controle do estresse oxidativo e na regulação do sistema imunológico.

Além disso, frações proteicas como alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina ajudam a estimular a atividade de células de defesa, como os macrófagos.

Outro ponto frequentemente citado é a saciedade. O consumo de whey pode estimular a liberação de hormônios como a colecistoquinina (CCK) e o GLP-1, envolvidos no controle do apetite, ao mesmo tempo em que reduz a ação da grelina, o chamado “hormônio da fome”. Por isso, o suplemento às vezes é usado como lanche intermediário em dietas de emagrecimento, desde que não vire um excesso calórico disfarçado.

No caso dos idosos, o cuidado é redobrado. A perda natural de massa muscular, conhecida como sarcopenia, pode ser agravada por baixa ingestão de proteínas. O whey pode ajudar a complementar a dieta nessa fase da vida, mas seu efeito é muito mais significativo quando combinado à atividade física, mesmo que leve ou adaptada.

Além disso, vale o alerta: também é possível obter proteína sem suplementos como o whey. Dá para alcançar o mesmo valor proteico (ou até mais) com alimentos comuns do cotidiano. Aliás, consumir alimentos integrais em vez de suplementos proteicos traz diversas vantagens —uma delas, é obter outros nutrientes importantes para a saúde, como fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes.

Com informações Viva Bem Uol

 

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