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PM que matou professora em frente a creche em Florianópolis seguirá preso

O cabo da Polícia Militar Orlando Seara da Conceição Júnior, acusado de matar nesta quinta-feira (24) a ex-companheira Alessandra Abdalla, no bairro Tapera, seguirá preso. A decisão foi divulgada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), após audiência de custódia nesta sexta-feira (25).

Segundo o MP, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva na audiência de custódia, ou seja ele segue preso aguardando o julgamento.

“Todos os dias um número significativo de mulheres, jovens e meninas são submetidas a alguma forma de violência no Brasil: assédio, exploração sexual, estupro, tortura, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares, perseguição. Os autores nutridos por mecanismos conscientes e inconscientes de raiva, intolerância, agressividade e inaptidão social, movidos pela patologia do apego, praticam crimes diversos”, ressalta o Promotor de Justiça André Otávio Vieira de Mello, titular da 36ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.

Relembre o caso

A PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina), por meio do 4º BPM, atendeu nesta quinta-feira (24), por volta das 7h30, uma ocorrência em que uma mulher teria sido alvo de vários disparos de fogo próximo a uma creche, localizada no bairro da Tapera. Chegando ao local foi confirmado que a situação se tratava de um feminicídio.

Foi exatamente neste horário que Alessandra Abdalla, de 45 anos, desceu do ônibus para à creche na qual trabalhava como professora no bairro Tapera. Ela teria sido abordada e discutido com o ex-companheiro, que sacou a arma e a matou, segundo o Ministério Público.

A professora já tinha registrado um boletim de ocorrência e tinha medida protetiva, deferida no início de novembro, contra o ex-companheiro, como informa a delegada Michele Alves Corrêa, diretora da Polícia Civil da Grande Florianópolis.

Com base nos relatos de agressões físicas e psicológicas a Justiça tinha proibido o PM de se aproximar da Alessandra e de manter contato com a professora. Colegas de trabalho da vítima disseram que o policial Orlando estava ameaçando a ex-companheira nos últimos dias e também rondando a unidade escolar e outros locais que ela frequentava.

Fonte de informações: ND Online

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