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    Rádio Fraiburgo 95.1

Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

Mesmo com o crescimento de novas formas de trabalho, o emprego com carteira assinada ainda é o mais desejado pelos brasileiros na hora de buscar uma vaga. É o que revela uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta o modelo regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como o mais atrativo para mais de um terço dos trabalhadores.

O levantamento mostra que, apesar do avanço de modalidades como o trabalho por aplicativos e o autônomo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um fator decisivo na escolha profissional.

Segundo a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, a segurança oferecida pelo emprego formal ainda pesa na decisão. “Mesmo com o crescimento de novas modalidades de trabalho, o trabalhador segue valorizando direitos, estabilidade e proteção social, que permanecem como diferenciais importantes em um cenário de maior flexibilização das relações de trabalho”, destaca.

Principais números da pesquisa:

  • 36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT);
  • 18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção;
  • 12,3% consideram o emprego informal mais atrativo;
  • 10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais;
  • 9,3% preferem abrir o próprio negócio;
  • 6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ);
  • 20% não encontraram oportunidades atrativas.

Preferência entre jovens
Entre os mais jovens, a escolha pelo emprego formal é ainda mais evidente, refletindo a busca por estabilidade no início da carreira:

  • 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem CLT;
  • 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam o modelo.

De acordo com Claudia Perdigão, o emprego formal oferece mais segurança para quem está começando a vida profissional, o que explica a preferência nesse público.

Renda complementar
O trabalho por plataformas digitais, como motorista ou entregador de aplicativos, aparece principalmente como uma alternativa para complementar a renda. Apenas 30% dos entrevistados afirmaram ter nessas atividades sua principal fonte de sustento.

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