Um homem de Campos Novos foi condenado a 37 anos, cinco dias e cinco meses de prisão pela tentativa de feminicídio contra a ex-companheira. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri da comarca na última sexta-feira (7), e o réu deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime aconteceu em 1º de setembro de 2025. O homem, que já possui condenação anterior, estava preso preventivamente desde a época dos fatos e retornou ao presídio após a leitura da sentença.
Conforme a denúncia apresentada pelo MPSC, dias antes da tentativa de feminicídio, o homem teria ameaçado a ex-companheira de morte com uma faca. Diante das ameaças, a Justiça determinou medidas protetivas de urgência.
Na manhã do crime, segundo a acusação, o réu descumpriu a ordem judicial e aguardou a vítima próximo ao local onde ela trabalhava. Quando ela chegou, ele teria subido de surpresa na garupa da motocicleta e a obrigado a seguir até a residência dele.
Ainda conforme o MPSC, no imóvel, o homem obrigou a mulher a ingerir soda cáustica, provocando graves queimaduras na boca e na língua. Depois, quando ela estava debilitada e vomitando, o homem teria desferido uma facada no pescoço da vítima com a intenção de matá-la.
A mulher permaneceu no imóvel por cerca de cinco horas até ser encontrada pela irmã e pela sobrinha do réu, que acionaram o atendimento médico. De acordo com a denúncia, a vítima sobreviveu porque o golpe não atingiu a artéria carótida por uma diferença de aproximadamente meio milímetro.
A vítima ficou com sequelas graves e prestou depoimento durante o julgamento, relatando aos jurados as consequências físicas e emocionais provocadas pela violência.
O homem foi condenado por tentativa de feminicídio, com agravantes relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas, ao uso de meio cruel e ao recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena foi fixada em 37 anos, cinco dias e cinco meses de reclusão.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior defendeu uma resposta firme da Justiça diante de casos de violência contra a mulher. Segundo ele, o sentimento de posse e a incapacidade de aceitar o fim de um relacionamento não podem ser utilizados como justificativa para atos de violência.
O caso foi julgado durante o Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar. O MPSC reforç


