A cidade de Fraiburgo registra atualmente cerca de 90 pessoas em tratamento contra o HIV, segundo a enfermeira Eduarda Pruner, que atua na vigilância epidemiológica do município. No entanto, esse número pode não representar a totalidade de infectados locais, já que pacientes podem optar por realizar o tratamento em outras cidades.
“Temos pacientes de Fraiburgo que preferem tratar em outros municípios, muitas vezes pela questão do sigilo. Da mesma forma, também atendemos pessoas de outras cidades que optam por realizar o tratamento aqui”, explica Eduarda.
Nos últimos anos, o número de novos diagnósticos não apresentou um crescimento expressivo, segundo a enfermeira. Há meses em que são registrados até dez novos casos, enquanto em outros não há nenhuma confirmação.
O que tem chamado a atenção das autoridades de saúde é o aumento do número de diagnósticos entre os mais jovens. “Isso não significa que apenas os jovens estão se contaminando, mas que eles estão buscando mais os testes rápidos. Há muitas pessoas que vivem com HIV sem saber, e o diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento”, afirma.
Até o momento, Fraiburgo não registrou mortes recentes diretamente relacionadas ao HIV. No entanto, a enfermeira reforça a importância da prevenção, especialmente pelo uso de preservativos, já que o vírus ainda não tem vacina disponível.
“Devido à grande mutação do HIV, ainda não foi possível desenvolver uma vacina eficaz, mesmo após mais de 40 anos da descoberta do vírus. Por isso, o uso de preservativo continua sendo a melhor forma de prevenção”, alerta.
Além disso, Eduarda destaca a existência da PrEP (profilaxia pré-exposição), um medicamento que reduz o risco de infecção pelo HIV quando tomado antes da relação sexual. “A PrEP protege contra o HIV, mas não contra outras infecções sexualmente transmissíveis. Então, o preservativo continua sendo essencial”, ressalta.


