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    Rádio Fraiburgo 95.1

FIESC alerta para impacto de novo tarifaço dos EUA sobre exportações catarinenses

FIESC alerta para impacto de novo tarifaço dos EUA sobre exportações catarinenses
(foto: divulgação/FIESC)

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a nova sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, medida que ficou conhecida como “Segundo Tarifaço”. Segundo estudo da entidade, 54,5% da pauta exportadora catarinense será impactada pelas novas alíquotas.

De acordo com a FIESC, a medida confirma a recomendação inicial do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de ampliar as tarifas sobre produtos brasileiros.

Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, o governo federal deveria intensificar as negociações diplomáticas e técnicas diante da importância do mercado norte-americano para as exportações brasileiras.

Na avaliação da Federação, medidas como a adoção de tarifas recíprocas podem agravar ainda mais o cenário. A entidade afirma que, junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizou ações de diplomacia empresarial nos Estados Unidos na tentativa de reverter a decisão.

Impacto para Santa Catarina

Segundo a FIESC, o novo tarifaço deve ampliar os efeitos negativos observados após a primeira rodada de aumento das tarifas, quando as exportações catarinenses para os Estados Unidos recuaram 38,2%, com impacto estimado na perda de cerca de 7,6 mil postos de trabalho.

O levantamento aponta que:

  • 54,5% das exportações catarinenses para os Estados Unidos serão atingidas pelas novas tarifas;
  • 40,3% das vendas ao mercado americano já estavam sujeitas às tarifas previstas na Seção 232 da legislação norte-americana;
  • Apenas 5,2% das exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos permanecem isentas de sobretaxas.

A Federação destaca que os principais impactos devem ser sentidos por setores localizados nas regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, consideradas estratégicas para a indústria catarinense.

Ainda segundo a entidade, o aumento das tarifas também tende a elevar os custos para consumidores e empresas norte-americanas que dependem de produtos importados do Brasil.

Como resposta ao novo cenário, a FIESC informou que dará continuidade ao Programa Destarifaço, iniciativa voltada ao apoio das indústrias na busca por novos mercados. A entidade afirma que mais de 500 empresas já foram atendidas e que seguirá atuando em conjunto com o Governo do Estado, o governo federal, o setor produtivo e representantes da diplomacia empresarial para minimizar os impactos da medida.