Duas servidoras públicas dos municípios de Seara e Ipumirim, no Oeste de Santa Catarina, devolveram valores aos cofres públicos após serem investigadas por supostas irregularidades. Apesar do ressarcimento, os processos administrativos e as investigações conduzidas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e pela Polícia Civil continuam em andamento.
Em Seara, o prefeito Gilberto de Moraes Gonçalves informou que a administração municipal instaurou um processo administrativo assim que surgiram as primeiras suspeitas envolvendo uma servidora.
Durante a apuração, a funcionária solicitou desligamento do cargo. No entanto, ao término do processo, o pedido foi convertido em exoneração, conforme as conclusões da investigação administrativa.
Segundo o prefeito, cerca de R$ 48 mil foram devolvidos aos cofres do município. A prefeitura também encaminhou, ainda no mês de abril, cópia do processo ao Ministério Público para que fossem adotadas as medidas cabíveis.
Em Ipumirim, a Prefeitura informou que a servidora afastada do cargo ressarciu integralmente os valores que, segundo as investigações, teriam sido utilizados para despesas pessoais. O montante já foi depositado na conta do município.
A administração municipal ressaltou, porém, que a devolução dos recursos não interfere no andamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado para apurar a conduta da servidora.
O município também confirmou que as investigações seguem sob responsabilidade do Ministério Público e da Polícia Civil, que irão apurar a existência de eventuais irregularidades e a responsabilização da envolvida.
As prefeituras de Seara e Ipumirim destacaram que o ressarcimento dos valores não encerra os procedimentos administrativos nem as investigações, que continuam para esclarecer os fatos e verificar a extensão dos possíveis prejuízos aos cofres públicos.


