Daniela Reinehr assume interinamente o governo de SC

A vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) chegou no Centro Administrativo do Governo de Santa Catarina, em Florianópolis, na manhã desta terça-feira (27) para assumir interinamente o posto de Chefe do Poder Executivo do Estado.

Uma reunião com o colegiado catarinense, às 9h30, marcou o primeiro ato de Daniela como governadora de forma interina após o afastamento do governador Carlos Moisés (PSL) do cargo, por até 180 dias. Depois do encontro, a governadora em exercício concedeu a primeira coletiva de imprensa.

Daniela destacou que o novo governo terá como terá diálogo entre todos os setores de Santa Catarina. “Austeridade, simplicidade, integração, diálogo eficiência, desenvolvimento e legalidade são mais do que palavras, são compromissos neste governo”, afirmou.

No encontro, a primeira e única mudança anunciada por Daniela foi o nome do novo chefe da Casa Civil, Ricardo Miranda Aversa. A governadora afirmou, no entanto, que mais mudanças devem ser anunciadas, mas sem “causar trauma nenhuma ou instabilidade”.

Questionada se houve considera injusto o afastamento de Moisés do governo catarinense, Daniela disse que não cabia a ela “julgar”, mas como advogada afirmou que acredita na Justiça.

CONFIRA O VÍDEO NO LINK ABAIXO COM O DISCURSO DE DANIELA REINEHR (créditos: SECOM)

Primeira mulher no cargo

Esta é a primeira vez na história de Santa Catarina que uma mulher se torna chefe do Poder Executivo estadual. Daniela já havia assumido governo temporariamente entre 6 e 7 de janeiro quando Moisés saiu de licença. No entanto, o processo de impeachment até seis meses agora o afasta do executivo e Daniela é quem decide sobre os secretários.

Conheça Daniela

Daniela Reinehr é natural de Maravilha, no Oeste catarinense, e tem 43 anos. Ela é advogada, produtora rural e ex-policial militar. Em Chapecó, que fica na mesma região do estado, atuou como advogada nas áreas de direito empresarial, administrativo, civil e comércio exterior.

A governadora em exercício também havia sido alvo do processo de impeachment que afastou Carlos Moisés, mas foi inocentada do processo graças a um voto do deputado estadual Sargento Lima (PSL).

Inicialmente, ela também havia sido denunciada, junto com Moisés, no segundo pedido de impeachment que ele sofre, no caso dos 200 respiradores comprados por R$ 33 milhões com dispensa de licitação. Porém, a comissão especial da Alesc que analisou o tema decidiu arquivar a denúncia contra ela.

Créditos: G1 SC

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