O fisioterapeuta Dr. Marcos Boscatto alerta para a importância de orientar crianças e adolescentes sobre o uso correto da mochila escolar, a fim de evitar problemas posturais que podem surgir a longo prazo devido ao excesso de peso ou ao transporte inadequado.
A importância da postura correta
Segundo o especialista, o ideal é que a mochila seja transportada o mais próximo possível do corpo, para evitar posturas viciosas. “Quanto mais próxima a estrutura corporal, melhor será a distribuição do peso, reduzindo o risco de dores musculares e articulares no futuro”, explica Dr. Boscatto. Além disso, ele recomenda evitar a rotação da coluna ao carregar mochilas de rodinhas e ajustar corretamente as alças para manter o peso equilibrado.
Aumento de problemas posturais em jovens
O fisioterapeuta também destaca que o número de crianças e adolescentes, que procuram atendimento, com queixas de dores tem aumentado. “Antigamente, esses problemas eram mais comuns entre idosos, mas hoje, cada vez mais jovens estão desenvolvendo dores musculares e problemas na coluna”, alerta.
O papel dos pais
Dr. Boscatto reforça a importância da vigilância dos pais e professores sobre a forma como as crianças transportam suas mochilas. Ele sugere o uso de mochilas com rodinhas ajustáveis e a escolha de materiais escolares que não sobrecarreguem os alunos. “Os pais devem verificar se as crianças não estão carregando mais materiais do que o necessário e se a mochila está bem ajustada ao corpo”, orienta.
Alternativas e recomendações
Embora o ideal fosse que as escolas disponibilizassem armários para os alunos armazenarem parte do material, essa não é uma realidade viável para todos. Por isso, a melhor solução continua sendo limitar o peso da mochila ao essencial e garantir que ela seja carregada corretamente. “Não existe uma regra exata sobre o peso ideal da mochila, mas quanto mais leve, melhor”, conclui o especialista.
Caso os pais percebam sinais de desconforto ou dor na postura da criança, Dr. Boscatto recomenda procurar um profissional para uma avaliação. “Temos excelentes fisioterapeutas, educadores físicos e médicos na cidade. Não esperem o problema surgir para buscar ajuda”, finaliza.
Informações Rádio Fraiburgo


