--:--
--:--
  • cover
    Rádio Fraiburgo 95.1

Celesc terá reajuste médio de 13,53% nas tarifas a partir desta sexta-feira (22)

Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, nesta terça-feira (19), o reajuste anual das tarifas da Celesc. O aumento médio será de 13,53% para os consumidores e entra em vigor já na próxima sexta-feira (22) em toda a área de concessão da distribuidora.

Sem os encargos setoriais — valores que não ficam com a empresa — o reajuste seria de 5,67%. Mesmo com a atualização, a tarifa residencial da Celesc continua abaixo da média nacional e segue a variação da inflação, permanecendo inferior ao IGPM nos últimos cinco anos.

Reajuste por categoria de consumo

  • Residências comuns (mais de 90% dos clientes): 12,3%

  • Grupo A (alta tensão – grandes indústrias): 15,8%

  • Grupo B (baixa tensão – pequenos comércios e áreas rurais): 12,41%

O que compõe a conta de luz

A fatura é dividida em duas parcelas:

  • Parcela A: valores que a Celesc repassa a agentes do setor, como geração, transmissão e encargos setoriais.

  • Parcela B: recursos destinados aos custos operacionais da companhia, incluindo manutenção da rede, investimentos e despesas administrativas.

Atualmente, de cada R$ 100 pagos na conta de luz, apenas R$ 15,80 ficam com a Celesc para cobrir seus custos e investimentos.

Motivos para o aumento

O principal fator que pressionou as tarifas em 2025 foi o crescimento de 36% na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em relação a 2024. Esse fundo federal financia subsídios e programas do setor elétrico, como a Tarifa Social de Energia, incentivos a fontes renováveis, o Programa Luz para Todos, descontos na transmissão e apoio a regiões isoladas.

Além disso, medidas provisórias do Governo Federal impactaram a composição da tarifa, ampliando custos e benefícios vinculados à CDE.

A Parcela B, referente às despesas diretas da Celesc, representou apenas 1,04% do reajuste médio.