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Réus são condenados a mais de 50 anos de prisão por matar homem em situação de rua e simular a própria morte

Réus são condenados a mais de 50 anos de prisão por matar homem em situação de rua e simular a própria morte
(foto: divulgação/TJSC)

Após mais de 20 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da comarca de Curitibanos condenou dois homens a penas que, somadas, ultrapassam 61 anos de prisão pelo assassinato de um homem em situação de rua, em São Cristóvão do Sul. Além da pena em regime fechado, os condenados deverão pagar R$ 110 mil por danos morais aos herdeiros da vítima.

O crime ocorreu em fevereiro de 2025. Segundo a denúncia do Ministério Público, os réus atraíram a vítima para uma área rural com a promessa de ajudá-la. O objetivo era assassiná-la e usar o corpo para simular a morte de um dos envolvidos, criando uma falsa narrativa para enganar familiares e autoridades.

Após o homicídio, o corpo foi colocado dentro de um veículo e incendiado às margens da BR-470, numa tentativa de dificultar a identificação da vítima e prejudicar as investigações.

As investigações apontaram que os acusados montaram uma elaborada farsa para sustentar a versão de que um deles havia sido sequestrado, torturado e morto. A encenação incluiu vídeos, mensagens de ameaça, uso de identidades falsas e até a amputação de um dedo para dar credibilidade à história.

Ao analisar as provas, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e mediante meio insidioso. Os jurados também condenaram os réus pelos crimes de destruição de cadáver e fraude processual.

Um dos acusados foi condenado a 32 anos e três meses de prisão. O outro recebeu pena de 29 anos e 14 dias. Ambos cumprirão a pena inicialmente em regime fechado, embora a decisão ainda caiba recurso.

O julgamento começou na manhã de quarta-feira (1º), foi interrompido perto da meia-noite e retomado na manhã desta quinta-feira (2), sendo encerrado por volta das 16h. Considerado um dos casos de maior repercussão da comarca de Curitibanos, o processo atraiu familiares, estudantes e moradores da região, além de mobilizar as forças de segurança durante toda a investigação.