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    Rádio Fraiburgo 95.1

Médico investigado por crimes sexuais é preso em Catanduvas

(foto: divulgação/Polícia Civil)

Um médico investigado por crimes contra a dignidade sexual foi preso preventivamente na tarde desta terça-feira (3) em Catanduvas, no Meio-Oeste catarinense. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina após decisão da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que acatou recurso do Ministério Público de Santa Catarina.

De acordo com a investigação, o médico teria se aproveitado da função e da vulnerabilidade de pacientes para praticar atos de natureza sexual durante atendimentos na rede pública de saúde. Até o momento, dez vítimas foram identificadas. Elas têm entre 17 e 20 anos, e os crimes teriam ocorrido de forma reiterada entre o fim de 2024 e ao longo de 2025. As identidades das jovens são mantidas em sigilo.

O profissional havia sido denunciado pelo Ministério Público em novembro do ano passado por suspeita de abusar sexualmente de pacientes durante consultas. Na ocasião, o pedido de prisão preventiva foi negado pela Justiça em primeira instância, que aplicou medidas cautelares. A Promotoria recorreu da decisão.

O recurso foi analisado pela segunda instância do Tribunal de Justiça, que decidiu por unanimidade decretar a prisão preventiva. No entendimento dos desembargadores, a medida é necessária para garantir a ordem pública e evitar novos crimes.

Segundo a investigação, mesmo não sendo ginecologista, o médico realizava supostos exames invasivos sem justificativa clínica. Conforme a denúncia do Ministério Público, ele tocava partes íntimas das pacientes sem autorização, expunha os seios sob pretextos médicos e fazia comentários de cunho sexual durante os atendimentos.

O médico foi abordado por policiais ao sair de casa em um veículo. Após a prisão, ele foi levado à delegacia de Catanduvas para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional.

O promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior afirmou que a prisão é necessária para proteger as vítimas e garantir a lisura do processo. Segundo ele, apenas o afastamento profissional não seria suficiente para impedir novas ocorrências.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que continua à disposição para receber novas denúncias e reforçou que o sigilo dos informantes é garantido por meio do Disque Denúncia 181.