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    Rádio Fraiburgo 95.1

Conselho Tutelar registra 114 atendimentos em janeiro e reforça importância das denúncias

Ilustração/Getty Images

O Conselho Tutelar de Fraiburgo divulgou o quadro demonstrativo de atendimentos referente ao mês de janeiro de 2026. Ao todo, foram registrados 114 atendimentos no período, número que ultrapassa a marca de 100 casos logo no primeiro mês do ano.

De acordo com a presidente do órgão, Daniela Schade, os dados revelam diferentes tipos de violações de direitos de crianças e adolescentes. Entre os casos atendidos estão três situações de abuso sexual, duas de violência física, oito de negligência — envolvendo situações como abandono, mendicância, fuga e falta de cuidados pessoais — além de seis registros relacionados à rebeldia.

O relatório aponta ainda 49 atendimentos ligados a acompanhamento de situações como guarda, visitas e conflitos familiares. Também foram contabilizadas seis emissões de segunda via de certidão de nascimento, 11 encaminhamentos e requisições para serviços como vaga escolar, atendimento de saúde, Creas, Cras, Caps, Fórum, Delegacia e Ministério Público. Houve ainda 22 relatórios encaminhados à Delegacia, além de sete atendimentos para repasse de informações a outros conselhos.

Segundo Daniela, o número elevado de ocorrências preocupa, pois cada atendimento representa uma possível violação de direitos. “Infelizmente, quando há atendimento, é porque houve algum direito violado. Nosso papel é proteger a criança e o adolescente”, destacou.

A presidente também reforçou a importância das denúncias, especialmente por meio do Disque 100, canal que garante anonimato ao denunciante. Conforme explicou, o sistema não divulga a identidade de quem registra a denúncia, nem mesmo para o próprio Conselho Tutelar. “Muitas pessoas ainda têm medo de denunciar. Mas é dever de todo cidadão proteger crianças e adolescentes. Sem denúncia, não temos como averiguar”, afirmou.

Além do Disque 100, as denúncias podem ser feitas pelo telefone de plantão do Conselho Tutelar ou presencialmente. Daniela ressaltou que os atendimentos são realizados de forma colegiada, com a atuação conjunta dos cinco conselheiros.

Ela também destacou que o Conselho Tutelar atua com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que o órgão não tem como função principal retirar crianças de suas famílias, como muitas vezes é interpretado pela sociedade. “O Conselho atua quando os responsáveis não estão cumprindo com suas obrigações. Estamos ali para defender o interesse da criança e do adolescente, independentemente de quem seja a família”, explicou.

Por fim, a presidente reforçou o apelo à comunidade para que trabalhe em conjunto com o órgão na proteção dos direitos das crianças e adolescentes, denunciando qualquer suspeita de violência ou negligência.