No primeiro episódio, a especialista em gestão de pessoas Soeni Yamaguchi, falou sobre “Recrutamento, Triagem e o Funil: Como atrair os melhores candidatos”.
Na segunda parte da entrevista, ela aprofunda a etapa mais sensível do processo seletivo: a escolha dos candidatos. Depois do recrutamento e da triagem, é na fase da seleção que ocorre o “afinamento” entre o perfil da vaga e a trajetória do candidato.
Soeni recomenda que o gestor visualize a vaga como um tabuleiro de xadrez: é preciso entender quais peças — ou seja, quais competências — fazem sentido naquele espaço. “O melhor candidato é aquele que resolve o teu problema”, afirma.
Nessa etapa, a entrevista presencial segue sendo, para ela, “a rainha da seleção”. É o momento do olho no olho, quando o gestor avalia compatibilidade, postura e aderência aos valores da empresa. Mas a decisão final não deve se basear apenas na impressão inicial: critérios como bairro de residência, formação, habilidades técnicas e até disponibilidade também entram no filtro.
Um dos pontos mais enfatizados por Soeni é a importância da cultura organizacional. “Não adianta a pessoa ser excelente, elegante, querida, se não entrega resultados ou se não se adapta ao modelo mental da empresa”, explica. Da mesma forma, é preciso observar possíveis conflitos éticos: alguém que não consome determinados produtos pode ter dificuldades de atuar em um negócio diretamente ligado a eles.
A especialista alerta ainda para armadilhas comuns, como avaliar candidatos apenas por experiências passadas sem considerar o contexto emocional, familiar ou financeiro do momento. Segundo ela, “o ser humano está sempre em construção, e todos merecem ser respeitados no processo”.
Outro ponto crucial abordado é o papel da equipe na entrada de um novo colaborador. A forma como colegas recebem — ou rejeitam — alguém pode decidir o sucesso da integração. O processo só termina, de fato, após o período de experiência, quando empresa e colaborador se avaliam mutuamente.
No encerramento, Soeni reforça uma mensagem essencial: respeito. Desde o retorno aos candidatos até a transparência sobre a vaga, ela defende relações mais humanas e comunicativas no ambiente de trabalho. “Desenvolvimento humano nunca termina”, afirma. “E pessoas felizes produzem melhor.”
Confira abaixo os áudios do EPISÓDIO 2 da Série Especial de Contratações de Fim de Ano (Seleção, Entrevistas e Cultura Organizacional: Os bastidores das decisões que definem uma contratação)
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