A Comissão de Trânsito que estuda as mudanças na mobilidade urbana de Videira conheceu na última sexta-feira (28) os resultados da Consulta Pública que foi realizada durante o mês de fevereiro e que abriu espaço para a participação popular no debate propositivo sobre as melhores soluções para um dos grandes problemas da área urbana da cidade.
Realizada no período de 10 a 25 de fevereiro, a Consulta Pública do Trânsito convidou os videirenses a responderem um questionário com quatro perguntas, duas com respostas objetivas – sim ou não, e duas descritivas, onde o participante pôde deixar sua opinião sobre os pontos críticos do trânsito e sugerir melhorias.
A coleta de dados online foi realizada através de um sistema desenvolvido pela equipe de TI da Prefeitura Municipal, permitindo a computação, tabulação e geração de gráficos de forma automática e em tempo real das questões objetivas. Quanto as questões descritivas, o sistema – também de forma automática, realizou o agrupamento de palavras, frases e expressões repetidas, separando as citações dos pontos críticos e das sugestões, e quantificando o número de vezes que cada uma delas foi citada. “Isso permitiu gerar gráficos e relatórios analíticos condensados e objetivos, para uma análise mais apurada e rápida dos resultados”, afirma o técnico de informática Vinicius Lazarotto.
A Consulta teve a participação de 2.511 pessoas, sendo 2.505 online e 06 em questionários impressos. O resultado apontou que 95,98% dos participantes acreditam que são necessárias mudanças no trânsito, enquanto 4,02% dizem que não há necessidade de mudanças. 88,68% dos participantes afirmam que as mudanças devem ser urgentes, enquanto 11,32% afirmam que as mudanças não são urgentes.
Entre os pontos críticos mais citados estão a rua Saul Brandalise, o entorno da Praça Nereu Ramos, o sistema de radares, muitas ruas de mão única, Rua Brasil, bairro Santa Tereza, entre outros. Entre as sugestões mais citadas aparecem mudanças nesses mesmos pontos, além de citações como “voltar ao que era antes”, “mudar estacionamento” e “não precisa mudança”.
Após conhecer os resultados da Consulta, a Comissão de Trânsito decidiu criar um grupo técnico que apresentará, já na próxima reunião marcada para o dia 10 de março, um estudo contendo pelo menos três sugestões técnicas. A sugestão que for escolhida pela Comissão, será executada pela Administração Municipal.
De acordo com o prefeito Wilmar Carelli, a Consulta Pública tem um peso importante no processo de discussão, porque além de apontar a visão da população sobre pontos críticos e sugestões, demonstra o interesse público nas ações que o executivo deve desencadear. “A escolha majoritária pela necessidade de mudanças no trânsito nos dá segurança para fazermos as alterações que a equipe técnica apontar”.
Metodologia da pesquisa
O levantamento de dados da Consulta Pública do Trânsito foi realizado seguindo a metodologia aplicada nas pesquisas de opinião por amostragem, que é quando se obtém os dados de um pequeno grupo de pessoas para refletir os dados de um grupo maior.
A coleta de dados por amostragem é utilizada para constatar algo sobre um grupo maior sem precisar entrevistar todo esse grupo, sendo que para quantificar o número mínimo de pessoas a serem ouvidas, os métodos científicos estatísticos são guiados pela “Regra Geral” ou “Regra de Lehmann”, a qual sugere que o tamanho da amostra deve ser de 400 a 600 respondentes para uma população de até 100 mil habitantes; de 600 a 800 para populações de 100 mil a 500 mil habitantes; de 800 a 1.200 respondentes para populações de 500 mil a 1 milhão, e assim sucessivamente.
“2.511 respondentes dessa consulta é um número significativo do ponto de vista técnico; é em média 5 vezes mais do que recomenda o método científico para este tipo de abordagem, o que garante a representatividade dos percentuais informados pela pesquisa”, conclui o prefeito Wilmar Carelli.
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