Na tarde deste domingo (20), policiais rodoviários federais realizaram uma grande apreensão de cigarros eletrônicos e cigarros saborizados contrabandeados na BR-101, em Itapema, litoral norte de Santa Catarina. A operação resultou na apreensão de 75 cigarros eletrônicos e 2.350 maços de cigarros saborizado contrabandeados do Paraguai.
A mercadoria foi encontrada no porta-malas de um veículo utilizado em um serviço de carona de longa distância por aplicativo. A passageira que transportava o material confessou que havia sido contratada para levar a carga de Foz do Iguaçu/PR até Florianópolis/SC, em troca de pagamento.
Ela foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal, onde responderá pelo crime de contrabando. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a importação de dispositivos eletrônicos para fumar é absolutamente proibida no Brasil, o que torna a comercialização e o transporte desses produtos uma infração legal.
Toda a carga apreendida foi destinada ao depósito da Receita Federal em Itajaí, onde aguardará o devido procedimento legal. Além dos cigarros eletrônicos, os cigarros saborizados também estão proibidos no Brasil, uma medida que visa reduzir o consumo de tabaco, especialmente entre os jovens.
Proibição dos Cigarros Eletrônicos
Segundo a Resolução da Anvisa, tanto os dispositivos eletrônicos para fumar quanto seus acessórios e refis são proibidos em território nacional. Essa proibição busca evitar os danos à saúde associados ao uso desses dispositivos, que, apesar de populares, apresentam riscos semelhantes aos cigarros convencionais.
A apreensão em Itapema reforça o trabalho das autoridades no combate ao contrabando e à comercialização ilegal desses produtos no Brasil. O tráfico de cigarros, especialmente os contrabandeados do Paraguai, é um dos principais alvos das operações da Polícia Rodoviária Federal, que intensifica a fiscalização nas rodovias.
Riscos à Saúde
O uso de cigarros eletrônicos, muitas vezes considerado por seus defensores como uma alternativa menos prejudicial ao cigarro tradicional, tem sido amplamente debatido no mundo todo. Estudos têm mostrado que esses dispositivos também contêm substâncias tóxicas e podem causar dependência, além de serem atrativos para o público jovem devido aos sabores e à facilidade de acesso.
Por Secom PRF/SC



