Em menos de 48 horas do crime, o suspeito de matar Vilmar Naffin, de 56 anos, com golpes de faca, foi preso em operação das polícias Militar e Civil. O homem que supostamente cometeu o crime tem 41 anos, é natural de Candeias na Bahia, foi preso e encaminhado ao presídio de Videira, onde permanece à disposição da justiça.
No local da prisão, foram apreendidas roupas com vestígios de sangue, utilizadas pelo autor na noite do crime. A arma utilizada no crime não foi encontrada, pois o autor confessou tê-la dispensado. A prisão aconteceu por volta das 17h, desta quarta-feira (22).
Relembre o caso
O homicídio aconteceu na noite de segunda-feira (20), em uma boate no bairro Universitário, em Videira. O crime começou com uma discussão entre as vítimas e terminou com Vilmar morto à facadas.
Segundo o delegado Édipo Flamia Helt, responsável pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Videira, a vítima tentou defender a proprietária do estabelecimento durante uma discussão entre ela e o autor, que se recusava a pagar a conta, além de possuir dívidas anteriores no local.
“O autor consumiu bebida alcoólica e não tinha dinheiro para efetuar o pagamento, além de já ter dívidas anteriores no estabelecimento. Quando então foi convidado a se retirar pela proprietária, iniciou-se uma discussão. A vítima então agiu para defender a proprietária e iniciou o confronto com o autor, que sacou um canivete e desferiu diversos golpes”, explicou o delegado Helt. Testemunhas relataram golpes no pescoço, abdômen e tórax. Naffin perdeu grande quantidade de sangue e faleceu no local antes da chegada do socorro médico.
Após o crime, o autor fugiu a pé, levando a arma branca utilizada, um canivete, e proferindo ameaças contra a proprietária e funcionárias do estabelecimento.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil iniciou as investigações imediatamente, colhendo imagens de câmeras de segurança e ouvindo testemunhas. A identificação da vítima e do autor ocorreu logo no início da investigação.
Com a representação pela prisão preventiva do autor, o Ministério Público e o Poder Judiciário agiram rapidamente, deferindo as medidas cautelares solicitadas pela Polícia Civil. Na tarde desta quarta-feira (22), com o apoio da Polícia Militar, o autor foi localizado e preso em uma residência onde estava escondido.
Em seu depoimento à polícia, o autor alegou legítima defesa, versão que não se sustenta diante das provas colhidas, segundo o delegado.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que tem o prazo legal para concluir o inquérito.
Veja o que diz o delegado Édipo:


