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Polícia Civil faz coletiva e divulga novos detalhes da morte da pequena Isabelle em SC

O delegado da Polícia Civil de Indaial, Filipe Martins, divulgou detalhes sobre o caso e as investigações. Ele conta que o crime foi articulado e planejado pela mãe e o padrasto. “A família da vítima criou um cenário para que o desaparecimento parecesse um sequestro”, comenta.

Antes do corpo da criança ser localizado, o casal relatou que um carro de cor prata havia estacionado em frente à casa em que residiam e que a filha havia sido sequestrada pelo condutor do veículo. Contudo, o delegado revelou que, posteriormente, os policiais abordaram o carro informado pelo casal. Neste momento, foi constatado que o condutor se tratava de um motorista de aplicativo.

Ele informou para a guarnição que o padrasto havia solicitado uma viagem. Desta forma, o condutor se deslocou até a residência do casal, porém não foi atendido e ninguém entrou no carro. O motorista esperou por cerca de cinco minutos e foi embora. Portanto, a Polícia Civil descartou a hipótese de a criança ter sido sequestrada, como o casal relatou.

Após isso, o padrasto confessou o crime e indicou o lugar onde a vítima estaria enterrada. Os policias foram duas vezes até o local, porém não obtiveram sucesso em localizar o corpo. Na terceira vez, o padrasto acompanhou a guarnição até a área de mata e mostrou onde a menina tinha sido enterrada, juntamente com um cobertor azul.

Durante a apuração dos fatos, foram encontrados rastros de sangue em um dos quartos, na sala e no banheiro. As marcas também indicavam que alguém havia limpado o local e tentado ocultar as manchas. A Polícia Civil destacou que, com base nos elementos obtidos até o momento, não houve o envolvimento de uma terceira pessoa no crime.

O casal confessou o crime:

Segundo o padrasto, ele e a companheira estavam agredindo a criança. Em certo momento, a vítima ficou sozinha em um quarto com a mãe e, quando ele retornou ao cômodo, a menina já estava morta.

Desta forma, os dois teriam entrado em um acordo de colocar a criança em uma mala e levar a pé para uma região de mata. No local, o padrasto cavou a cova da vítima com as mãos e a enterrou.

Já a mãe da menina conta uma versão diferente sobre o homicídio. De acordo com a sua confissão, apenas o padrasto agrediu a criança. Entretanto, o delegado Filipe destacou que cerca de 12 pessoas foram ouvidas durante a investigação e foi constatado que a mãe realmente era violenta com a filha.

Diante dos testemunhos, a Polícia Civil acredita que os dois agrediram a criança até a morte.

Ainda segundo o delegado, a PC teve conhecimento sobre a existência de denúncias de maus-tratos da família feitas ao conselho tutelar, porém, de acordo com as informações inicias, elas envolviam apenas o irmão da vítima.

Por Eder Luiz

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