Criminosos estão usando o chamado golpe do “falso empresário” para enganar empresas e obter grandes quantias em dinheiro. O esquema envolve se passar pelo dono da empresa e solicitar transferências bancárias de forma convincente, geralmente por meio do WhatsApp. A prática já causou prejuízos significativos para diversas organizações no país.
Como funciona o golpe
No golpe, os criminosos assumem a identidade do proprietário da empresa, utilizando fotos reais do empresário, muitas vezes obtidas em redes sociais. Eles entram em contato com funcionários responsáveis pela movimentação financeira e simulam uma conversa legítima, com mensagens que aparentam urgência.
A abordagem típica inclui:
- Solicitação de transferências bancárias de altos valores;
- Uso de justificativas para a urgência, como o pagamento de fornecedores ou transações emergenciais;
- Comunicação aparentemente autêntica, incluindo o uso de linguagem familiar e imagens reais do empresário.
Como se proteger
A prevenção é a melhor defesa contra esse tipo de golpe. Confira algumas medidas essenciais:
- Verifique a autenticidade: Antes de realizar qualquer transferência, confirme a solicitação diretamente com o empresário ou responsável financeiro, preferencialmente por meio de uma ligação telefônica.
- Desconfie de urgência excessiva: Golpistas frequentemente utilizam pressão e urgência para reduzir a capacidade de análise da vítima.
- Reforce processos internos: Estabeleça protocolos rigorosos para aprovações de transações financeiras, como duplo fator de verificação ou autorização conjunta.
- Treinamento da equipe: Instrua os funcionários a identificar sinais de fraude, como mensagens incomuns ou mudanças súbitas no estilo de comunicação.
Atenção constante
Especialistas alertam que golpes como este estão cada vez mais sofisticados, aproveitando a dependência de aplicativos de mensagens para comunicação rápida. As empresas precisam reforçar sua segurança e investir em conscientização para evitar cair em armadilhas.
Em casos de suspeita de golpe, entre em contato imediatamente com as autoridades e, se necessário, com o setor bancário, para tentar bloquear transferências realizadas.
O alerta é claro: duvide de pedidos inesperados e mantenha a atenção redobrada, especialmente em transações financeiras.
Com informações Polícia Civil de Santa Catarina


