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    Rádio Fraiburgo 95.1

Operação Alcatrão investiga ex-prefeito de Lebon Régis por corrupção

Lebon Régis
(foto: divulgação/DEIC)

Crimes de fraude em licitações, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Esse foi o foco da Operação Alcatrão, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (28), em Lebon Régis no Meio-Oeste catarinense. A movimentação aconteceu por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR/DEIC), e além de Lebon Régis, a operação foi realizada nos municípios Caçador, Herval d’Oeste e Pouso Redondo.

As investigações apontam o ex-prefeito de Lebon Régis como principal suspeito de comandar o esquema, que teria direcionado e fracionado licitações em benefício de uma empresa de Pouso Redondo. Também foram identificadas movimentações financeiras suspeitas entre pessoas jurídicas e familiares do ex-gestor.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares que determinaram a indisponibilidade de bens dos investigados, incluindo bloqueio de contas bancárias, imóveis e nove veículos avaliados em cerca de R$ 1 milhão. O montante bloqueado chega a R$ 7 milhões.

Segundo a Polícia Civil, os contratos firmados entre o município e a empresa investigada, entre 2016 e 2024, somam R$ 30 milhões. Apenas os quatro contratos sob análise nesta fase da investigação ultrapassam R$ 7 milhões.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados. A Polícia Civil considera o material essencial para avançar no processo investigativo.

O nome da operação faz referência ao alcatrão, substância utilizada na fabricação de asfalto, em alusão ao foco das investigações: supostas fraudes em obras de pavimentação.

Além da DECOR/DEIC, participaram da ação equipes da CECOR, 1º a 5º DECOR, unidades especializadas da DEIC, como DCAC, DFAZ, LAB e DRAS, além da DIC de Caçador e unidades da DRP de Videira.

O que diz o ex-prefeito de Lebon Régis:

*O ex-prefeito de Lebon Régis, Douglas Fernando de Mello, se manifestou durante o dia, através de Nota Oficial, conforme segue:

Ex-prefeito coloca sigilos fiscal, bancário e telefônico à disposição da Justiça

O ex-prefeito de Lebon Régis, Douglas Fernando de Mello, anunciou na tarde desta quinta-feira (28) que está colocando seus sigilos fiscal, bancário e telefônico à disposição das autoridades competentes. A decisão foi tomada após o desdobramento da Operação Alcatrão. Sem ter acesso aos detalhes da investigação, Mello afirmou que jamais cometeu qualquer ato ilícito durante os dois mandatos à frente da administração municipal e pediu celeridade no processo investigativo.

“Sou um homem público honrado, sem qualquer condenação na esfera da administração pública, e me cabe esclarecer os fatos. Peço à Justiça que conduza as investigações com agilidade para que minha inocência seja prontamente comprovada. Estranho e lamento profundamente que essa operação tenha sido deflagrada poucos dias após eu anunciar minha pré-candidatura a deputado estadual”, declarou Douglas Mello.

O ex-prefeito informou ainda que já entregou seus aparelhos celulares à Polícia, ressaltando que nenhum documento foi apreendido em sua residência ou em seu escritório comercial. Ele também reforçou que sua atuação sempre foi pautada pela legalidade, pela responsabilidade com os recursos públicos e pelo compromisso com a população de Lebon Régis.

“Estou totalmente à disposição para esclarecer qualquer fato, porque ninguém vai tirar a minha dignidade. A diferença entre os homens públicos acusados, no meu caso acusado injustamente, está nas atitudes e nas respostas que oferecem. Sou um homem de mãos limpas e Lebon Régis e toda a região da Amarp sabem disso”, finalizou.

Atual prefeito se manifesta em nota

Marcelo Spautz, atual prefeito de Lebon Régis, enviou uma nota informando que está em Florianópolis e que irá entender a investigação antes de dar mais detalhes. “Hoje o GAECO esteve em Lebon Régis recolhendo documentos referentes a processos de licitação de gestões anteriores. Trata-se de um procedimento de investigação conduzido pelos órgãos competentes”.

*Matéria atualizada às 16h25.