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Ministério da Saúde prevê compra de 20 mil doses de vacina contra mpox para reforçar estoque do SUS

Ministério da Saúde prevê compra de 20 mil doses de vacina contra mpox para reforçar estoque do SUS
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde anunciou que pretende adquirir até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar o estoque de imunizantes disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, a compra tem caráter preventivo e estratégico, mesmo diante da redução dos casos registrados no país.

Em 2026, o Brasil confirmou 665 casos da doença, número 94% inferior ao registrado em 2022, quando foram contabilizadas mais de 10 mil ocorrências. Apesar da queda, o Ministério da Saúde destaca a importância de manter a vigilância epidemiológica e a disponibilidade de vacinas para atender às necessidades identificadas nos estados.

A estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença. A orientação é que essas pessoas procurem os centros de referência onde já fazem acompanhamento para cadastro e posterior agendamento da vacinação.

Também podem receber doses remanescentes pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200 células por milímetro cúbico, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.

O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações.

Como ocorre a transmissão

A mpox é uma doença viral zoonótica, anteriormente conhecida como varíola dos macacos. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções corporais, como pus e sangue das feridas, e objetos contaminados, a exemplo de roupas, toalhas e lençóis.

Também pode ocorrer por meio do contato próximo e prolongado com secreções respiratórias de uma pessoa infectada.

Os sintomas costumam durar de duas a quatro semanas e incluem erupções cutâneas, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e fraqueza. As lesões na pele podem começar como manchas, evoluir para bolhas e formar crostas. Elas aparecem frequentemente no rosto, mãos, pés, boca e região genital.

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada.

Orientação para quem apresenta sintomas

Pessoas com sintomas compatíveis com a doença, especialmente lesões ou erupções na pele, devem procurar um serviço de saúde para avaliação. Durante o atendimento, os profissionais investigam possíveis exposições e, quando necessário, realizam a coleta de amostras para diagnóstico laboratorial.

Quem teve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação de mpox também deve procurar atendimento para avaliação do risco de exposição.

A vacinação após o contato é recomendada preferencialmente nos primeiros quatro dias. A aplicação também pode ocorrer em até 14 dias, período em que a efetividade para evitar a infecção é menor, mas a imunização ainda pode contribuir para reduzir o risco de evolução para formas graves.

O monitoramento da doença é realizado em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, com identificação e notificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica, diagnóstico laboratorial, isolamento de pessoas infectadas e orientação dos contatos.