Maior roubo do Brasil completa um ano com 10 presos e dois foragidos

A noite de 30 de novembro de 2020 entrou para a história do Brasil, após a população de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, vivenciar o maior roubo da história do país. Um grupo de criminosos fortemente armado invadiu a cidade e levou R$ 125 milhões da tesouraria regional do Banco do Brasil.

Além do dinheiro, os bandidos fizeram reféns, bloquearam ruas, provocaram incêndios, atiraram várias vezes, inclusive contra o Batalhão da Polícia Militar, e balearam no abdômen o soldado Jefferson Esmeraldino, que está acamado desde então.

Até o momento, segundo o MP (Ministério Público), 18 suspeitos de participarem dessa ação já foram identificados e denunciados à Justiça em duas ações penais, que tramitam sigilo.

Desses, de acordo com o órgão, 10 seguem presos preventivamente – cinco deles em penitenciárias federais.

Outros seis recentemente tiveram a prisão preventiva substituída por medidas cautelares diversas, como o monitoramento eletrônico. Já outros dois, com prisão preventiva decretada, estão foragidos.

Eles são acusados pelos supostos crimes de integrar organização criminosa, roubo qualificado, uso de documento falso, dano qualificado e incêndio.

Recentemente também 26 assaltantes de banco foram mortos numa ação da polícia em Varginha, em Minas Gerais. Segundo as autoridades, há suspeita do envolvimento deles com o caso em Criciúma.

Investigações

Desde ação criminosa, a Polícia Civil está à frente das investigações, com apoio de uma força-tarefa designada pelo procurador-geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, formada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e pelos promotores de Justiça com atuação na área criminal na Comarca de Criciúma.

“A magnitude da ação criminosa que aterrorizou a comunidade de Criciúma há um ano se mostrou igualmente complexa no que tange à investigação. Contudo, todos os melhores esforços dos entes estatais envolvidos estão sendo empregados, tanto que parcela significativa do grupo criminoso já foi identificada e há convicção de que, em breve, outros serão os sujeitos presos e punidos por este crime”, consideram os integrantes da força-tarefa.

Na ultima sexta-feira (26), a Polícia Civil também desencadeou a segunda fase da operação Santa Forte para responsabilizar 12 envolvidos no roubo ao Banco do Brasil.

A primeira fase das investigações já havia resultado na prisão e no indiciamento de 16 pessoas relacionadas à organização criminosa responsável pelo roubo de R$ 125 milhões.

Agora, as investigações apontaram a participação direta de 12 pessoas no roubo: são 10 homens de São Paulo, e um homem e uma mulher de Santa Catarina. Todos já tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

“Na primeira fase foram 16 prisões. Nessa época, o crime que essas pessoas foram responsabilizadas era de organização criminosa apenas. Agora, nessa segunda fase eles estão sendo responsabilizados pelo crime, pelo roubo própria dito. Essa investigação é complexa e vai se desdobrar em várias etapas”, comenta o delegado Anselmo Cruz.

Investimentos

O episódio de 2020 também foi o ponto de partida para reforçar o setor de segurança pública. Só neste ano, o Estado destinou quase R$ 34 milhões para a compra de armamentos para as polícias civil e militar.

Além disso, investiu em cursos e treinamentos, com simulações e disciplinas voltadas para a inteligência e intervenção em ocorrências de grande porte.

“Toda a nossa radiopatrulha, por exemplo, agora está operando com fuzis calibre 5,56 da Imbel, além de curso voltado para radiopatrulha, para o tático e para a saúde mental do policial”, conta o tenente-coronel e comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar de Criciúma, Cristian Dimitri Andrade.

 

Créditos: ND Mais

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