Um homem foi preso preventivamente em Caçador, Santa Catarina, na última semana, sob suspeita de abusar sexualmente da própria filha e armazenar pornografia infantil em seu celular. A prisão foi efetuada a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que denunciou o caso.
Segundo o Promotor de Justiça Caio Rothsahl Botelho, a medida foi necessária para impedir a continuidade dos crimes e garantir a proteção da vítima. “A prisão preventiva se mostra essencial nesse momento para impedir novas práticas criminosas e preservar a integridade da menina”, afirmou o promotor. Ele também destacou que a prisão visa evitar a destruição de provas e a intimidação de testemunhas, garantindo um processo justo.
A investigação teve início após a apreensão do celular do suspeito no ano passado, quando ele compartilhou imagens de crianças e adolescentes nus em um grupo de WhatsApp. A análise do aparelho revelou que o homem armazenava conteúdo impróprio há pelo menos oito anos, desde 2017.
Uma das imagens encontradas no celular do suspeito mostrava a própria filha sendo vítima de abuso sexual. A foto retrataria toques nas partes íntimas da menina, menor de 14 anos, o que configura estupro de vulnerável, de acordo com o Código Penal brasileiro. A pena para esse tipo de crime pode ser aumentada quando o agressor se aproveita da relação familiar com a vítima.
O MPSC informou que acompanhará de perto o andamento do processo penal e trabalhará para que o réu seja responsabilizado e punido. “Nossa batalha continua para garantir que esses crimes não fiquem impunes”, concluiu o promotor Caio Rothsahl Botelho.


