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    Rádio Fraiburgo 95.1

Fim da jornada 6×1 segue em discussão na Câmara dos Deputados

(foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Com grande repercussão nas redes sociais, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada 6×1, os deputados federais cederam à pressão fazendo com que o número mínimo de assinaturas fosse atingido. O projeto de autoria da deputada federal Érika Hilton (PSOL), que estava com 71 assinaturas, passou para 194.

Para que o projeto pudesse tramitar no Plenário, era preciso que um terço da composição, ou seja, ao menos 171 parlamentares, apoiassem o texto. O projeto conta com apoio dos partidos de esquerda e centro-esquerda. O deputado Fernando Rodolfo, do PL de Jair Bolsonaro, também assinou o texto para tramitação.

O que é o projeto:

A proposta faz parte de um movimento intitulado “Vida além do trabalho” (VAT), que argumenta que a escala atual compromete a saúde, bem-estar e a vida pessoal dos trabalhadores.

O principal objetivo é acabar com a escala que permite seis dias de trabalho seguidos com apenas um dia de folga. Essa prática é comum em setores que operam todos os dias da semana, como comércio, restaurantes e supermercados.

O projeto propõe reduzir a carga máxima de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A ideia é garantir um modelo de trabalho que permita maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

A PEC prevê a adoção de uma jornada de quatro dias de trabalho por semana, com três dias de descanso consecutivos. Essa mudança visa proporcionar mais tempo para lazer, cuidados pessoais e aprimoramento profissional dos trabalhadores.

O texto do projeto prevê que, uma vez aprovado, o novo regime de trabalho seja implementado em até 360 dias. Isso daria tempo para as empresas se adaptarem às novas regras e ajustarem suas escalas de trabalho.

Os defensores acreditam que a mudança promoverá uma melhoria significativa na qualidade de vida dos trabalhadores. Por outro lado, críticos, incluindo representantes do empresariado, argumentam que a medida pode aumentar os custos operacionais das empresas e comprometer a produtividade, especialmente em setores que exigem funcionamento contínuo.