A Polícia Civil concluiu nesta semana o inquérito que investigava uma família suspeita de chefiar um esquema milionário de lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar em Campos Novos, no Meio-Oeste de Santa Catarina. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 24 milhões em oito anos por meio do jogo do bicho, empresas de fachada e agiotagem.
A chamada Operação Patriarca, deflagrada em 2019, revelou que a organização criminosa era liderada pelo patriarca da família, com participação da esposa e dos três filhos. Entre 2015 e 2023, os investigados teriam utilizado contas bancárias e negócios simulados para ocultar a origem ilícita dos valores.
Em maio deste ano, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis e estabelecimentos ligados aos suspeitos em Campos Novos (SC) e Goiânia (GO). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 8,3 milhões em contas bancárias e o sequestro de 10 veículos e 11 imóveis, entre casas, apartamentos e terrenos.
Segundo o delegado Adriano Almeida, seis pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e exploração de jogos de azar.


