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    Rádio Fraiburgo 95.1

Alinhamento planetário raro promete espetáculo nos céus em 2025

Reprodução: Shutterstock

Um espetáculo cósmico único está prestes a acontecer no início de 2025. Às vésperas de um alinhamento planetário total, que ocorrerá em 28 de fevereiro, o céu já nos presenteia com uma prévia fascinante: em 21 de janeiro, seis dos sete planetas do Sistema Solar, exceto a Terra, estarão alinhados em uma formação visualmente impressionante para observadores terrestres.

Embora não se trate de um alinhamento geométrico perfeito, o fenômeno será uma oportunidade rara para contemplar a dança gravitacional dos planetas ao redor do Sol. Mas o que isso significa? E como observar esse evento?

O que é um alinhamento planetário?

O termo “alinhamento planetário” refere-se à disposição dos planetas de forma que eles pareçam alinhados ou agrupados em uma mesma região do céu, quando vistos de um determinado ponto de vista. No caso deste evento, os planetas estarão posicionados no mesmo lado do Sol, criando a ilusão de alinhamento para quem observa da Terra.

No entanto, é importante esclarecer: os planetas não estão realmente “em fila”, como pessoas em uma fila de supermercado. Em três dimensões, suas órbitas elípticas nunca permitem um alinhamento perfeito. Mesmo assim, eventos como este são raros, com alguns tipos de alinhamentos ocorrendo apenas sete vezes por milênio.

Por que isso acontece?

Os planetas orbitam o Sol de acordo com leis naturais descritas por Johannes Kepler no século XVII. A terceira lei de Kepler determina que o tempo de órbita de um planeta ao redor do Sol aumenta à medida que a distância entre ele e o Sol cresce. Esse movimento, combinado com a disposição dos planetas no plano da eclíptica (o plano no qual a maioria dos corpos celestes do Sistema Solar orbita), torna os alinhamentos uma questão de tempo e coincidência orbital.

O que veremos no céu?

Para os observadores terrestres, o alinhamento de janeiro e fevereiro de 2025 será uma oportunidade para localizar planetas como Vênus, Júpiter, Saturno, Marte, Mercúrio e Urano. Vênus, o mais brilhante, será o destaque, seguido por Júpiter e Saturno. Marte, mais discreto, também será visível a olho nu. Já Mercúrio e Urano poderão exigir o auxílio de binóculos ou pequenos telescópios.

Para melhor observar o fenômeno:

  • Procure um local afastado da poluição luminosa, como áreas rurais ou parques;
  • Olhe para o horizonte logo após o pôr do sol ou antes do amanhecer, horários em que os planetas estarão mais visíveis;
  • Use aplicativos de astronomia para identificar os planetas no céu.

O próximo grande alinhamento

Enquanto o alinhamento de 2025 promete ser memorável, os astrônomos já destacam o próximo grande evento planetário, um superalinhamento previsto apenas para 6 de maio de 2492. Nesse tipo de evento, todos os planetas estarão em uma configuração extremamente rara dentro de um quadrante de 90 graus. Infelizmente, a maioria de nós não estará aqui para assistir.

Por que observar?

Além de ser um fenômeno visual impressionante, alinhamentos planetários despertam a curiosidade científica e reforçam a conexão do ser humano com o cosmos. Eles nos lembram da vastidão do universo e da precisão das leis que regem o movimento dos corpos celestes.

Prepare-se para uma experiência única e não se esqueça: o céu de janeiro e fevereiro de 2025 promete ser uma janela para o espetáculo natural que ocorre além da Terra.

Com informações G1 e The Conversation Brasil