Com a aproximação de um novo ciclone extratropical a Santa Catarina nesta semana, o termo volta a ganhar destaque. Mas, afinal, o que significa esse fenômeno e por que ele costuma trazer riscos ao Estado?
O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão que se forma fora dos trópicos, em regiões onde massas de ar quente e frio se encontram. Essa diferença de temperatura gera instabilidade, ventos fortes e mudanças rápidas nas condições do tempo.
Ao contrário dos ciclones tropicais (como furacões), que dependem de águas quentes, os extratropicais surgem em áreas mais frias e são comuns no Sul do Brasil — especialmente no outono, inverno e primavera.
Como ele se forma?
Um ciclone extratropical nasce quando uma massa de ar quente avança, encontra uma massa de ar frio e essa colisão faz o ar subir rapidamente, gerando nuvens carregadas e queda na pressão atmosférica.
Isso cria um “redemoinho” de grande escala na atmosfera, com circulação de ventos intensa ao redor do centro.
O que um ciclone extratropical pode causar?
Normalmente o ciclone vem acompanhado de fortes chuvas em curtos períodos, podendo provocar enxurradas, alagamentos e aumento do nível de rios e córregos. As rajadas de vento podem chegar a 100km/h, especialmente em áreas costeiras e serranas, causando destelhamentos, quedas de árvores, danos em redes elétricas e avanço do mar.
Instabilidades mais severas também podem acontecer, com tempestades isoladas, descargas elétricas e quedas de granizo. No litoral o vento altera o padrão das ondas, gerando ressaca, erosão costeira e perigo para as embarcações.


