O relatório preliminar sobre o acidente com o helicóptero que caiu em Urubici, na Serra Catarinense, e matou o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas, apontou que o gravador de áudio da cabine não registrou o voo da ocorrência. O documento foi anexado na terça-feira, dia 21 de outubro, ao processo de investigação conduzido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Segundo o relatório, o equipamento conhecido como caixa-preta, chamado tecnicamente de Cockpit Voice Recorder (CVR), teve os dados extraídos pela equipe de investigação ligada à Força Aérea Brasileira (FAB). No entanto, o áudio armazenado continha apenas diálogos relacionados a uma intervenção de manutenção realizada na aeronave, em data não identificada.
O helicóptero desapareceu no dia 21 de setembro, após decolar pela manhã de Porto Belo, no litoral catarinense. Além do cantor Rick Sollo, que fez sucesso na dupla com Renner, estavam a bordo o empresário e influenciador Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. As cinco pessoas morreram no acidente.
De acordo com o documento, a legislação vigente não exige gravadores de voo para esse tipo de operação. Mesmo assim, a aeronave estava equipada com o CVR, que tinha capacidade para armazenar até 30 minutos de gravação. O equipamento havia sido instalado no helicóptero em 17 de maio de 2002.
Condições meteorológicas estão entre os aspectos analisados
O relatório também informa que o helicóptero colidiu contra o terreno em uma região montanhosa do Parque Nacional de São Joaquim. Na ocasião, as condições meteorológicas eram desfavoráveis, com a presença de um sistema frontal, chuva e formação de nuvens baixas.
Conforme o Cenipa, a previsão meteorológica para voos em baixa altitude indicava chuva moderada, com visibilidade reduzida a três quilômetros, além de trovoadas e nuvens associadas a tempestades. O documento também apontou a possibilidade de obscurecimento das montanhas na região da Serra Geral, condição que pode dificultar a visualização do relevo durante o voo.
Investigação continua em andamento
O documento, com 16 páginas, ressalta que nenhuma hipótese sobre as causas do acidente foi descartada até o momento. O Cenipa informou que exames e análises complementares seguem em andamento, abrangendo diferentes áreas de interesse para esclarecer as circunstâncias da queda.
O órgão também destacou que o relatório preliminar apresenta apenas o estágio atual da investigação e que as informações divulgadas podem ser alteradas durante o andamento dos trabalhos.
As conclusões definitivas sobre o acidente deverão ser apresentadas no relatório final, após a conclusão das análises técnicas. O objetivo da investigação é identificar os fatores que contribuíram para a ocorrência e produzir informações que possam auxiliar na prevenção de novos acidentes aeronáuticos.
Com informações do G1 SC/NSC TV


