--:--
--:--
  • cover
    Rádio Fraiburgo 95.1

Atividade econômica de Santa Catarina recua 1,3% em julho

(Foto: reprodução/Roberto Zacarias/Secom GOVSC)

A atividade econômica de Santa Catarina recuou 1,3% em julho de 2026, na comparação com junho. O resultado interrompeu uma sequência de seis meses de crescimento e representa a maior retração desde abril de 2025, quando o índice havia caído 2,2%.

Os dados são do Índice de Atividade Econômica Regional de Santa Catarina (IBCR-SC), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), e foram analisados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). No mesmo período, a atividade econômica brasileira recuou 0,2%.

Para a FIESC, o resultado faz parte de um processo de desaceleração da economia e está relacionado, entre outros fatores, aos efeitos da taxa básica de juros sobre o crédito. O presidente da entidade, Gilberto Seleme, aponta o elevado comprometimento da renda das famílias e o ritmo de redução da Selic como fatores que influenciam o desempenho.

“O juro alto dificulta o acesso ao crédito, não só para as indústrias que querem investir, mas também para as famílias, com impactos no consumo”, afirmou Seleme.

Entre os setores analisados, o volume de vendas do comércio varejista ampliado caiu 1,2% em julho, enquanto os serviços recuaram 0,9%. A produção industrial permaneceu praticamente estável, com variação negativa de 0,02%.

Apesar da queda mensal, na comparação com julho de 2025, a atividade econômica catarinense apresentou crescimento de 1,6%. No acumulado de 12 meses até julho, o avanço também é de 1,6%, ligeiramente acima do resultado nacional, de 1,5%.

Segundo o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, os números indicam uma perda de ritmo da atividade produtiva, com desempenho mais moderado do comércio e dos serviços e crescimento contido da indústria.

A avaliação da entidade é de que o endividamento das famílias e a manutenção da Selic em patamares elevados devem continuar limitando o crescimento da economia catarinense. A FIESC estima que o estado encerre 2026 com expansão próxima de 2%.