A possibilidade de oferecer gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra o herpes-zóster avançou no Senado Federal. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou o projeto de lei que prevê a imunização para pessoas com mais de 50 anos e também para adultos imunocomprometidos.
O herpes-zóster é causado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. A doença pode provocar lesões na pele, dores intensas, sensação de queimação, coceira e febre.
Em alguns casos, o quadro pode provocar complicações mais graves e prolongadas. Entre elas está o comprometimento do nervo facial, que pode causar paralisia.
Vacina já tem registro no Brasil
A vacina recombinante contra o herpes-zóster já possui registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está disponível na rede privada. O alto custo, no entanto, é apontado como uma das principais barreiras para ampliar o acesso à imunização.
Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde havia descartado, naquele momento, a inclusão da vacina no SUS. A avaliação levou em consideração o impacto financeiro da medida.
Segundo estimativas apresentadas pelo governo federal, a vacinação do público-alvo poderia gerar um custo de R$ 5,2 bilhões em cinco anos.
Apesar de reconhecer a eficácia do imunizante na prevenção de casos graves, internações e outras complicações, o custo foi considerado um dos principais obstáculos para a incorporação da vacina à rede pública.
Quem poderá receber a vacina
O projeto aprovado no Senado prevê a vacinação de pessoas com mais de 50 anos.
O texto também contempla pessoas maiores de 18 anos que possuem imunidade comprometida, como pacientes em tratamento contra o câncer e transplantados.
Com a aprovação na Comissão de Assuntos Sociais, a proposta ainda precisa cumprir as próximas etapas de tramitação no Congresso Nacional antes de uma eventual inclusão obrigatória da vacina no SUS.
Doença pode provocar fortes dores
O herpes-zóster ocorre quando o vírus da catapora, que permanece no organismo após a infecção inicial, é reativado.
A condição costuma provocar erupções e bolhas concentradas em uma região do corpo, geralmente acompanhadas de dor intensa.
O atendimento médico deve ser procurado diante dos primeiros sintomas, especialmente quando houver dor aguda associada ao aparecimento de lesões na pele.
Atualmente, o SUS disponibiliza medicamentos antivirais e analgésicos para o tratamento da doença, e o início precoce do atendimento pode contribuir para reduzir complicações.


