Companhia teve impacto de paradas programadas com a reforma da MP#5 e avança no Projeto Gaia XI e prevê aumento de 7% na produtividade – A Irani Papel e Embalagem S.A. (RANI3), uma das principais indústrias de papel e embalagens sustentáveis do Brasil e a única listada na bolsa brasileira no segmento de embalagens, registrou receita líquida de R$ 409,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 3,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 1,5% frente ao trimestre anterior.
Segundo o diretor de Administração, Finanças e RI da Irani, André Camargo de Carvalho, o resultado era esperado em razão da parada programada, no primeiro trimestre de 2026, da Máquina de Papel 5 (MP#5), principal etapa do Projeto Gaia XI, e da inspeção bianual da Caldeira de Força, com consequente parada temporária da Máquina de Papel 1 (MP#1). A companhia fez um comunicado ao mercado a respeito desses movimentos em novembro do ano passado.
“Esses eventos tiveram efeito planejado sobre a produção e os volumes vendidos de papel no trimestre. Tivemos um desempenho mais enxuto e a tendência é recuperarmos rapidamente nosso patamar de produção, já que teremos aumento de 7% de produtividade com a reforma da Máquina de Papel 5. Os resultados ajustados, que evidenciam avanços em relação ao ano passado, mostram que seguimos nossa estratégia com consistência”, afirma Carvalho.
Além disso, uma questão técnica no transformador do turbo gerador 4 (TG4), na unidade de Papel em Vargem Bonita (SC), exigiu maior compra de energia de terceiros e pressionou os resultados do trimestre. A situação foi rapidamente verificada com garantia de pleno funcionamento já no mês de maio.
A Companhia também destaca que o Projeto Gaia XI passou a contar com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 82,5 milhões e prazo de até 20 anos, reforçando o acesso a capital de longo prazo para investimentos em modernização, eficiência operacional e inovação.
No segmento de Embalagens Sustentáveis (papelão ondulado), a Irani manteve disciplina comercial e foco em rentabilidade. O volume de vendas totalizou 42 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, com retração de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o mercado brasileiro avançou 2,5% no período, segundo dados da Empapel. Os preços médios líquidos permaneceram estáveis na comparação trimestral (+0,3%) e registraram alta de 5,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, reflexo da recomposição gradual de preços e da consistência na estratégia de priorização de valor.
No segmento de Papel para Embalagens Sustentáveis, a produção totalizou 62,6 mil toneladas no período, com redução de 19,2% na comparação anual, impactada pelas paradas programadas da MP#5 e da MP#1. As vendas somaram 29,4 mil toneladas, queda de 10,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Em termos de preços, os papéis rígidos apresentaram estabilidade na comparação anual (+0,1%), enquanto os papéis flexíveis registraram leve retração (-1,5%), acompanhando o comportamento do câmbio no período.
O EBITDA Ajustado totalizou R$ 113,5 milhões no primeiro trimestre de 2026, com margem de 27,7%, queda de 17,1% em relação ao mesmo período de 2025, em razão dos impactos das paradas programadas e do evento técnico no TG4. Desconsiderados esses efeitos, o indicador teria apresentado crescimento na comparação com ao primeiro trimestre de 2025.
“O movimento de parada também impactou no lucro líquido, que foi de R$ 19,4 milhões, uma redução de 66,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Ainda assim, no conceito recorrente e desconsiderando os efeitos de ativos biológicos, o lucro líquido acumulado nos últimos 12 meses totalizou R$ 102,9 milhões, alta de 13,3% em relação ao mesmo período do ano anterior”, reforça Carvalho.
Geração de caixa e Retorno sobre o capital
O diretor destaca o retorno sobre o capital investido (ROIC) atingiu 12,3% (+1,0 p.p. em relação ao 1T25), que evidencia a consistência operacional e a captura gradual dos retornos dos investimentos, assim como a alavancagem (Dívida Líquida/EBITDA Ajustado) encerrou o período em 2,11 vezes, abaixo das 2,21 vezes registradas no 1T25. “A Companhia encerrou o trimestre com R$ 760,2 milhões em caixa, reforçando sua solidez financeira.”
Sobre a Irani
Fundada em 1941, a Irani Papel e Embalagem é hoje uma das líderes do setor de embalagens sustentáveis no Brasil. Controlada desde 1994 pelo Grupo Habitasul, tradicional grupo empresarial da região Sul do país, produz papéis para embalagens, chapas e caixas de papelão ondulado, assegurando o fornecimento de produtos de matéria-prima renovável com alta qualidade. Alinhada às boas práticas da economia circular, tem produção integrada às florestas próprias e utiliza energia autogerada. Conta com unidades produtivas localizadas em Vargem Bonita (SC), Santa Luzia (MG) e Indaiatuba (SP), além de responder pela gestão de florestas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com escritórios em Porto Alegre (RS) e Joaçaba (SC), tem em seus quadros mais de 2.000 colaboradores.
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