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    Rádio Fraiburgo 95.1

Mais da metade dos brasileiros tem habilidades digitais, mas desafios persistem em tarefas complexas

Mais da metade dos brasileiros tem habilidades digitais, mas desafios persistem em tarefas complexas
(foto: divulgação/Brasil 61)

Pouco mais da metade dos brasileiros (54,2%) possui nível médio-alto ou alto de habilidade em tarefas digitais, segundo a 68ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada nesta sexta-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o levantamento, 64,1% dos entrevistados afirmam ter domínio em atividades digitais básicas, como uso de aplicativos de mensagens, redes sociais, navegação na internet e realização de transações online. Já nas tarefas consideradas mais complexas, como criação de planilhas, edição de vídeos, uso de inteligência artificial e identificação de fraudes digitais, o índice cai para 44,5%.

A pesquisa indica que, apesar do avanço no acesso e uso de tecnologias, ainda há necessidade de ampliar a qualificação digital da população. Especialistas apontam que o domínio de ferramentas mais complexas se tornou essencial diante da evolução tecnológica, incluindo processos de automação e uso de inteligência artificial no ambiente de trabalho.

O estudo também mostra que os jovens apresentam maior domínio dessas competências. Entre pessoas de 16 a 24 anos, 65,7% possuem habilidades digitais complexas em nível médio-alto ou alto. Na faixa de 25 a 34 anos, o índice é de 63,2%.

Já entre os trabalhadores mais velhos, os percentuais são menores. Na faixa de 35 a 44 anos, 53,4% possuem esse nível de habilidade, enquanto entre 45 e 59 anos o índice cai para 36%. Entre pessoas com 60 anos ou mais, apenas 9,9% demonstram domínio em tarefas digitais complexas.

O levantamento aponta que a diferença está relacionada ao momento de inserção dessas pessoas no mercado de trabalho e ao nível de exposição às novas tecnologias ao longo da vida.

Para ampliar a qualificação, iniciativas como plataformas de capacitação digital têm sido desenvolvidas. Um exemplo é a ferramenta Nai, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que utiliza inteligência artificial para recomendar cursos, identificar áreas em expansão e orientar profissionais sobre oportunidades no mercado de trabalho.