Mais de mil crianças e adolescentes com deficiência aguardam por uma família adotiva no Brasil, segundo dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento. Mesmo existindo milhares de pessoas habilitadas para adotar, muitas delas buscam perfis específicos de crianças, o que acaba deixando esse grupo entre os últimos da fila da adoção.
De acordo com especialistas, a principal dificuldade está na diferença entre o perfil desejado pelos pretendentes e o perfil das crianças disponíveis. A maioria das famílias interessadas prefere bebês ou crianças pequenas e sem problemas de saúde, enquanto muitas das que aguardam adoção são mais velhas ou possuem alguma deficiência ou condição de saúde.
Além da questão da idade, famílias adotivas muitas vezes temem não conseguir oferecer os cuidados necessários para crianças com deficiência, seja por questões financeiras, falta de apoio ou desconhecimento sobre as condições de saúde. Esse cenário faz com que esses meninos e meninas permaneçam por mais tempo em instituições de acolhimento.
Para enfrentar o problema, tribunais e instituições de proteção à infância têm criado campanhas e programas de sensibilização que incentivam a chamada adoção tardia ou inclusiva, buscando ampliar o perfil das famílias interessadas e aumentar as chances de que essas crianças e adolescentes encontrem um lar.
Especialistas reforçam que, apesar dos desafios, a adoção pode transformar vidas. A expectativa é que iniciativas de conscientização ajudem a reduzir o tempo de espera e garantir o direito de todas as crianças e jovens de viverem em família.
Com informações G1/Alesp/CNJ


