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    Rádio Fraiburgo 95.1

Correios aprovam plano de reestruturação após anos de prejuízos

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(foto: divulgação/Correios)

Depois de 12 trimestres seguidos no vermelho, a nova gestão dos Correios aprovou um amplo plano de reestruturação para garantir liquidez e manter o papel da estatal como principal operadora logística do país. A proposta foi validada nesta quarta-feira (19) pelos conselhos da empresa.

O plano está estruturado em três eixos — recuperação financeira, consolidação do modelo e crescimento estratégico — e prevê a captação de R$ 20 bilhões até o fim de novembro, por meio de um consórcio de bancos.

Entre as ações previstas para os próximos 12 meses estão:

  • implementação de um Programa de Demissão Voluntária e redução de despesas com planos de saúde;

  • reestruturação da rede de atendimento, com possibilidade de fechamento de até mil unidades deficitárias;

  • modernização operacional e tecnológica;

  • monetização de ativos e venda de imóveis, com potencial estimado de R$ 1,5 bilhão;

  • expansão de serviços voltados ao e-commerce e análise de fusões e aquisições.

As medidas já haviam sido antecipadas pelo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, em outubro, mas agora passam a compor o plano oficial. O comunicado dos Correios, porém, não detalha como cada iniciativa será implementada.

Apesar do pacote de cortes e ajustes, a empresa destaca que a universalização do serviço postal continua sendo um “compromisso estratégico e social inegociável”. Mesmo com um déficit de R$ 4,5 bilhões somente no primeiro semestre de 2025, a estatal ressalta que é o único operador capaz de atender todos os municípios do país, incluindo áreas remotas, além de manter atividades essenciais como entrega de livros didáticos, insumos eleitorais e apoio em ações humanitárias.

A expectativa é reduzir o déficit em 2026 e retomar o lucro em 2027. Contudo, o plano enfrenta riscos: a dependência da captação bilionária no mercado financeiro, a necessidade de vender ativos em cenário econômico instável e a busca por eficiência em um setor competitivo e regulado tornam o desafio considerável para a nova gestão.

Com informações G1