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    Rádio Fraiburgo 95.1

Imóvel da Pomi Frutas em Fraiburgo será leiloado por R$ 28,1 milhões após falência

(foto: reprodução/Google Street View)

A sede da Pomi Frutas S.A., uma das maiores produtoras e processadoras de maçãs do Sul do Brasil, será leiloada por R$ 28,1 milhões no próximo dia 18 de agosto de 2025. Localizado às margens da SC-355, em Fraiburgo, no Meio-Oeste catarinense, o imóvel faz parte do processo de autofalência da empresa, que não conseguiu se recuperar após uma série de prejuízos operacionais.

O leilão será conduzido pela plataforma Pestana Leilões e envolve um complexo industrial com 141 mil metros quadrados de área total, sendo 26,6 mil metros quadrados de área construída. O comprador poderá optar por pagamento à vista ou parcelado em até 300 vezes, com entrada mínima de 30%.

Crise climática e dificuldades financeiras levaram à falência

Fundada como referência no setor de fruticultura, a Pomi Frutas enfrentava uma crise desde 2018, quando ingressou em processo de recuperação judicial. A situação se agravou em 2024, após uma tempestade de granizo destruir mais de 64% da colheita de maçãs da safra 2023/2024.

A estimativa inicial era colher 4 mil toneladas, mas apenas 1.427 toneladas foram aproveitadas, das quais cerca de 68% foram destinadas à indústria — vendidas a preços muito abaixo do mercado. Com isso, o faturamento total da empresa em 2024 foi de R$ 2,32 milhões, valor considerado insuficiente para manter as operações.

Sem recursos, a Pomi esgotou os estoques e não conseguiu honrar seus compromissos financeiros. No dia 17 de abril de 2024, a empresa protocolou o pedido de autofalência na 1ª Vara Regional de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de Concórdia. A decisão será formalizada em Assembleia Geral Extraordinária convocada pela diretoria.

Imóvel está em nome do BRDE

O imóvel que irá a leilão pertence atualmente ao BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), que o recebeu como garantia de uma operação de crédito firmada com a empresa. O banco optou por colocar o bem à venda para tentar recuperar parte dos valores emprestados.

*Com informações ND Mais