O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, afirmou nesta terça-feira (21) que a bandeira tarifária deve permanecer verde ao longo de 2025, impulsionada pelas previsões climáticas favoráveis.
Janeiro já registra bandeira verde, reflexo da redução no custo da energia durante o período chuvoso. A situação contrasta com o cenário de setembro de 2024, quando uma seca histórica levou à ativação da bandeira tarifária vermelha patamar 1, algo que não acontecia há mais de três anos.
Segundo Feitosa, um “estresse maior” no próximo período seco pode levar ao acionamento temporário das bandeiras amarela ou vermelha. “Pode ocorrer momentaneamente de a bandeira variar entre amarela e vermelha, mas a perspectiva para o ano é muito favorável. Também esperamos um comportamento tarifário previsível”, destacou.
O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, informa os consumidores sobre os custos de geração antes do reajuste anual das tarifas. Conforme as condições climáticas, valores adicionais são cobrados mensalmente e repassados às distribuidoras por meio da Conta Bandeiras, evitando o acúmulo de juros.
Com bandeira verde, não há cobrança extra. A amarela acrescenta R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Já a vermelha patamar 1 e patamar 2 resultam em acréscimos de R$ 4,463 e R$ 7,877, respectivamente, por 100 kWh.
*Com informações CNN Brasil


