Mapa da pandemia tem todas as regiões com risco potencial moderado pela primeira vez

Pela primeira vez desde que foi implementada em Santa Catarina, em 29 de julho de 2020, a Matriz de Risco Potencial Regionalizado divulgada neste sábado, dia 11, aponta todas as 17 regiões com risco potencial moderado (cor azul).

Além disso, pela décima semana consecutiva, nenhuma região do estado foi classificada nos níveis de risco Grave (laranja) ou Gravíssimo (vermelho). A última vez que a matriz classificou uma região no nível Grave foi no dia 1º de outubro, e no nível Gravíssimo no dia 11 de setembro.

“Nós estamos trabalhando desde o início da pandemia de forma incansável para chegarmos a esse momento. Seguimos sendo um exemplo positivo nesse enfrentamento e estamos colhendo os frutos de decisões precisas e assertivas”, avalia o secretário de Estado da Saúde, André Motta.

Houve melhora nos indicadores das regiões do Extremo Sul de Santa Catarina, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo) e passaram a ser classificadas como nível moderado (azul).

Essa melhoria no cenário foi possível a partir da redução no número de óbitos aliada à redução da taxa de hospitalizações (casos graves) de Covid-19, aumento da cobertura vacinal e menor variação do número de casos na semana, resultando na melhora das dimensões gravidade e monitoramento.

Com isso, estas regiões, se juntam às regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo-Oeste, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Meio-Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu, que se mantiveram no nível moderado.

Dados devem ser avaliados com cautela

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, o dado é extremamente positivo, mas deve ser visto com cuidado. “A classificação dessa semana precisa ser analisada com cautela. Apesar do cenário altamente favorável de melhora do quadro sanitário, ainda se faz necessário acompanhar as atualizações dos próximos dias para identificar se o quadro se manterá”.

Ele aponta que os ataques sofridos pelos sistemas do Ministério da Saúde na sexta-feira, dia 10, podem ter impactado na atualização das notificações, hospitalizações e óbitos, bem como no da vacinação, influenciando ainda que de forma reduzida na avaliação da matriz de risco. “Estamos em contato com o Ministério da Saúde, acompanhando os esforços que as equipes vêm fazendo para retorno dos sistemas”, explica.

 

Créditos: Oeste Mais

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